Servidores públicos protestam contra atraso e parcelamento do 13º salário

A Prefeitura de Campos comunicou nesta terça (19) que apenas os cerca de 4 mil servidores do Fundo de Manutenção da Educação Básica (Fundeb) vão receber o 13º integralmente na sexta-feira (22). Foto: Reprodução/InterTV
Contrariados com o parcelamento do 13º salario, servidores públicos municipais protestam, desde às 13h desta quarta-feira (20), em frente à Prefeitura de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense. Na noite desta terça (19), o prefeito Rafael Diniz anunciou que o pagamento seria feito em três parcelas.
A primeira cota do 13º está agendada para ser liberada no dia 28 de dezembro, depois do Natal. Os servidores reclamam também de só terem sido avisados que o dinheiro seria parcelado e pago com atraso, um dia antes da data em que geralmente é paga a segunda parcela.
PARCELAMENTO
A Prefeitura de Campos comunicou nesta terça (19) que apenas os cerca de 4 mil servidores do Fundo de Manutenção da Educação Básica (Fundeb) vão receber o 13º integralmente na sexta-feira (22).
Segundo o calendário divulgado, cerca de 11 mil servidores vão receber o pagamento em três parcelas. A primeira, equivalente a 20%, será paga no dia 28 de dezembro; a segunda, de 40%, no dia 15 de fevereiro; e a terceira, também de 40%, no dia 30 de maio.
ENTIDADES LAMENTAM CENÁRIO ECONÔMICO
O presidente da Associação Comercial e Industrial de Campos (Acic), José Luiz Lobo Escocard, destacou que o momento é de muita calma no que se refere ao setor econômico em Campos. “O pronunciamento de ontem a noite da Prefeitura em relação ao parcelamento do 13° salário e o pagamento do servidor após o natal, infelizmente vai refletir negativamente nas tradicionais compras de fim de ano. Esperamos que a economia volte a melhorar a partir de 2018”.
Já o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) Campos, Joilson Barcelos, diz que o pagamento de só 20% do décimo terceiro salário a servidores do município vai afetar diretamente as vendas do comércio em dezembro. “Isso vai representar algo em torno de menos R$ 60 milhões circulando no comércio para as vendas de Natal”, comenta Joilson Barcelos, que espera que a administração municipal encontre medidas que não onerem contribuintes para recompor suas contas.

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