quarta-feira, maio 16, 2018

VEM AÍ CAFÉ COM LEITE

CAFÉ COM LEITE - TEATRO DE BOLSO - 16 DE JUNHO
Conheço João Damásio há trocentos anos.
Em 1982, fizemos o samba que ganhou o concurso do bloco Os Psicodélicos e foi para a avenida, com enredo de Deneval Azevedo Filho, As Festas de Baco, se não me engano.
Sempre achei Damásio um talento nato, atávico, compositor visceral, cantor expressivo.
Agora, 36 anos depois daquela parceria vitoriosa, vamos subir juntos ao palco do Teatro de Bolso, no dia 16 de junho, no espetáculo "Café com Leite". Estou muito, muito feliz com esta possibilidade que a Vida nos deu.
Para completar, só falta você prestigiar a gente.

Abraçaço,
Fernando.
(Fotografia: César Ferreira)

segunda-feira, maio 14, 2018

ENTREVISTA COM SYLVIA PAES

Terceira Via





Entrevista: Sylvia Paes, ela conhece a história com H

Uma defensora das datas, do folclore, dos personagens, do paisagismo e principalmente do patrimônio arquitetônico

CAMPOS 
POR OCINEI TRINDADE
 
14 DE MAIO DE 2018 - 0h01
Possui graduação em História pela Faculdade de Filosofia de Campos (1978) e mestrado em Planejamento Regional e Gestão de Cidades pela Universidade Cândido Mendes (2006). Atualmente é professora da Universidade Salgado de Oliveira, nas modalidades EaD e presencial. Sócia-diretora da Academia Campista de Letras, membro do Conselho Municipal de Cultura, conselheira da Fundação Norte Fluminense de Desenvolvimento Regional, só- cia-fundadora e atual presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Campos dos Goytacazes. Autora de livros infantis com foco no patrimônio cultural. Atualmente tem desenvolvido trabalhos com Educação Patrimonial.
Se você fosse resumir o significado da História e o papel dos historiadores no Brasil e no mundo, como definiria?
O historiador é o pesquisador que acaba revelando verdades que ninguém quer ouvir para não destruir a zona de conforto de conceitos estabelecidos.
A internet ajudou a produzir histórias para a História? Como lida com a velocidade da informação hoje em dia?
Sim, a internet escreve a atual história da humanidade, é o nosso tempo, o aqui e o agora. A velocidade da informação muitas vezes espanta, mas o que mais me espanta é a velocidade da desinformação, ou da “informação” trucada, que acaba pulverizando ruídos.
Sobre Campos, como é pesquisar sua história e como consultar as fontes de pesquisa? Quais são as suas fontes? Como você trabalha?
A nossa história é muito rica e ainda há muito a ser trabalhado. Os cursos de humanas nas nossas universidades tem dado um tratamento especial a essas fontes e nos revelado histórias incríveis.
Campos ao contrário de outros municípios não queimou sua documentação referente ao período da escravidão, por exemplo, não seguiu a cabeça do Rui Barbosa, e por essa razão temos muitos documentos preservados no nosso Arquivo Público Municipal cuja equipe faz um trabalho primoroso.
A Câmara Municipal, gestão de Dr. Edson em parceria com o APM, iniciou um trabalho de recuperação das primeiras atas do nosso legislativo para serem disponibilizadas na internet felicitando a busca e a pesquisa.
Adoro ter a minha disposição inúmeras bibliotecas e é nela que busco informações, além da minha própria biblioteca que é ínfima perto da de tio Welligton, também tiro dúvidas com a equipe do APM.
Afinal, Campos tem quantas datas de aniversário? Qual a melhor para adequá-la: 28 de março de 1835 ou 29 de maio de 1677? E por quê?
Não são tantas datas assim. Uma é de fundação da Villa de São Salvador dos Campos – 29 de maio de 1677 e outra de elevação à categoria de cidade – 28 de março de 1835. Uma é data de nascimento e a outra de maior idade para melhor entendimento. Penso que todas duas devem ser celebradas (trazidas à lembrança) uma vez que são dois momentos distintos de nossa trajetória histórica.
A idade de Campos está sendo revista por parte de alguns movimentos de historiadores, pesquisadores e jornalistas? Qual a sua opinião sobre o início da história?
O historiador trabalha com fontes, sejam elas orais, escritas, iconográficas, mas é preciso que essas fontes dialoguem e que sejam incontestáveis. Sendo assim as fontes mais precisas são as da fundação da Villa por Salvador Correa de Sá e Benevides e a de elevação à categoria de cidade, as demais datas e fontes são frágeis, mas claro são ótimas para promover o debate profícuo de conhecimento histórico.
Como você avalia o interesse das pessoas pelo passado e pela história do país e da cidade onde vive? Como está Campos na História?
A cada documento revelado, uma nova interpretação pode ser feita, e mais um ponto do enorme quebra-cabeça é colocado à luz.
Nossa história econômica, desde os primeiros anos de colonização do Brasil, sempre nos colocou em destaque na historiografia nacional – o gado, a indústria açucareira e a de extração do petróleo. Sendo assim a nossa história refletiu todos os momentos da história mundial e nacional, mas ainda há muito a ser revelado.
Você tem na sua família alguns vultos históricos, como o seu pai Wilson Paes, ex-prefeito e o seu tio Wellington Paes, médico, imortal da ACL e um colecionador de jornais e revistas. Fale um pouco deles e de sua ligação com esse lado da história pessoal que se mistura à da cidade.
Minha a avó Nini é a grande “culpada” de tudo isso.
Em homenagem a ela minha segunda filha se chama Anna. Uma senhora baixinha, da roça (Murundu) que só tinha até a terceira série primária, mas que gostava de ler os clássicos nacionais e que lia muito para seus netos. O gosto da minha avó pela leitura e pela contação de histórias da família inclusive incentivou todos nós, meu pai, meu tio e a mim. Meu pai dizia que só quem pode avaliar nossos feitos são os outros, isso é sábio, então deixo aos outros essa tarefa. Mas sem dúvida, o fazer bibliófilo do meu tio é uma importante contribuição para nós, na medida que ele não só coleciona, e muito organizadamente, revistas, jornais, folheteria e livros, mas também os disponibiliza à pesquisadores.
Você frequenta muito a biblioteca de seu tio, Wellington? Como é essa rotina? Como poderia abrir mão dessa preciosidade?
Frequentemente ligo para Tio Welligton e deixo com ele a tarefa de localizar a resposta que necessito, muitas vezes para colegas. Depois repasso a informação construindo a ponte, ou eu mesma vou até lá e bebo na fonte (além da cerveja gelada compartilhada). No momento estou aqui pesquisando sobre cantigas de roda e brincadeiras para a construção do último livro infanto-juvenil da Coleção Tô Chegando, que deverá abordar esse assunto. A obra pesquisada é da Ana Augusta Rodrigues, folclorista que recolheu esses cantares e brincares em Campos e São João da Barra – ela morou na Usina de Barcelos, onde seu marido ocupava importe cargo.
Como avalia a situação dos arquivos públicos e bibliotecas públicas de Campos, como o Arquivo Municipal em Tocos e o Palácio da Cultura desativado?
O Arquivo Público Municipal viu poucos momentos de fartura seja em material humano ou de uso para elaboração do seu importantíssimo trabalho. Mas a equipe, embora pequena e com poucos recursos, continua garimpando preciosidades e disponibilizando o material.
Já a Biblioteca Municipal, que homenageia o maior estadista que já tivemos na história local e nacional, que foi o Nilo Peçanha, vive um momento de caos. Ou melhor, vivemos um momento de caos sem ela. Muitos podem até dizer que ela não faz falta porque hoje ninguém mais lê … Eu diria que isso não é uma verdade. Primeiro porque a BMNP não abrigava apenas livros material, mas também os virtuais colocando um conjunto de computadores e rede de internet a disposição de um número enorme de pessoas além de orientar as consultas de estudantes. Digo até que passamos por uma mudança na forma da leitura, assim como aconteceu quando deixamos de ler tábuas de argila para ler pergaminhos, e desses para ler livros, e agora para ler virtualmente muitas outras formas de texto.
A História se preocupa mais com o passado, com o presente ou com o futuro? Como lidar com essas narrativas que servem para nortear e identificar uma cultura ou uma sociedade?
A história se preocupa em contar a história sem julgamentos, apenas expor as verdades, que são muitas, dependendo do objeto estudado ou exposto. Presente, passado e futuro são abstrações do tempo para nossa orientação. Eu diria que a abstração temporal é a mais difícil de absorvermos. A abstração de quantidade pode ser visualizada em números, a de espaço pode ser visualizada em plantas e mapas, mas a temporal embora visualizadas em números (2018) ou (11:03) ela pode ser facilmente identificada, mas não quantificada, nem Einstein conseguiu entender muito bem o tempo e essa foi uma das suas frustações. A história de longa duração e a história de curta duração trabalhada pelo LeGofe, nos dá um melhor sentido para a construção da história da humanidade no local ou no global.
A sociedade, a política, a economia e as artes ajudam a contar a História de um povo. Como Campos está escrevendo sua história neste momento ou nos últimos tempos?
O campista é tisgo, cabrunco e lamparão, tudo isso junto e misturado nos dá uma característica ímpar no território. Um viajante do século XIX nos identificou como rudes, com muito dinheiro as sem civilidade, sem hábitos civilizados das cidades grandes e ricas, e somos habitantes de uma cidade grande e rica. Mas somos assim estranhos. E na nossa estranheza social, fomos e somos capazes de construções fantásticas nas artes e na política. A economia desenvolvida no território é claro alavancou a construção do ecletismo, por exemplo, revelado em nossa arquitetura. Em qualquer setor das artes temos campistas de destaque nacional e internacional – artes Plásticas, música erudita ou popular, não vou cometer a insanidade de citar, pois não caberia na limitação solicitada nessa entrevista. Cabe uma matéria a parte.
O interesse pela preservação e pela valorização da História começa nas escolas, em casa, nos governos? Como estimulá-las em tempos de internet?
Atualmente sou bolsista de universidade aberta no grupo de pesquisa Oficina, orientado pela professora Simonne Teixeira – UENF/CCH/LEEA e lá vimos desenvolvendo trabalho sobre educação patrimonial ambiental, onde além do estudo e reflexão, organizamos cursos palestra e material didático pedagógico. Nós entendemos que a preservação e a valorização da história e do patrimônio só acontece se o sujeito entende que o patrimônio lhe pertence. Então se nos governos e as famílias tivermos sujeitos conscientes de sue empoderamento e pertencimento de todo essa riqueza patrimonial ambiental, então teremos uma história e um patrimônio preservados, valorizado e, conservados, para legarmos orgulhosamente as gerações futuras.
Você é autora de algumas obras literárias. O que prefere? Realidade ou ficção? Fale de seus livros.
Sem dúvida são obas de ficção, mas baseadas em sólidas pesquisas. Escrever para os pequenos é uma tarefa que pode parece fácil, mas não é. Quando escrevemos para iguais a tudo momento somos contestadas ou confrontadas, mas quando escrevemos para os pequenos eles tomam o que colocamos no papel como verdades incontestáveis, então a nossa preocupação e responsabilidade cresce.
A pesquisa tem que ser tão séria e profunda como se fosse para os grandes, mas muito cuidadosamente colocadas para eles. Contamos também com o trabalho do nosso ilustrador Alício Gomes e de nossas revisoras Simonne Teixeira, Arlete Sendra e Edda Moreira.
A Coleção “Tô Chegando” é composta d seis livros, todos com abordagem do patrimônio cultural ambiental – O Ururau Pançudo fala da lenda do Ururau da Lapa e para ela lemos Osório Peixoto e Sisneiros; Indiozinho Crascá – trás o nosso indígena Goitacá e a mata de restinga seu habitat junto ao mar, para esse buscamos uma pesquisa realizada pela Officina com leitura de mais de vinte viajantes e memorialistas sobre os indígenas da nossa região; Rainha Ray’a fala da tradição dos nossos doces e da Mulata Teixara nele buscamos internet, e um trabalho de pós-graduação do Ives Duque (IFF) especialmente sobre o chuvisco; Chiquinha Faceira que rememora a nossa dança da Mana Chica, a mana Chica do Caboio, foi pesquisada em Orávio Soares e Alberto Lamego.
O próximo será o Mistério do Jongo que pretendemos lançar na X Bienal do Livro de Campos, trás a dança de origem africana e nossa Noinha como jongueira já patrimonializada. Mas antes desse lançamos ainda esse mês de maio A História do Livro, que não faz parte da coleção e que trás a história da escrita até os e-books.
Como historiadora, arrisca um palpite de como estaremos daqui a 100, 200, 500 anos? O que o passado pode nos ensinar para encarar o futuro?
Eu não!!!!! A história não é previsível, mas o homem o é, então podemos dizer que continuaremos construindo coisas boas e más, coisas que agradam e desagradam, transformando o patrimônio recebido e legando algo mais as gerações futuras, tecendo e bordando conhecimentos, histórias, saberes, com cores fortes ou esmaecidas, mas sempre construindo.
Para você, a História se repete entre as civilizações com altos e baixos, abundância e declínio? Devemos ser otimistas ou pessimistas diante dos fatos atuais?
A história não se repete exatamente, ela pode parece igual uma vez que a humanidade não muda em sua essência, continuamos em nossa humanidade a ser amorosos, traidores, corruptos, companheiros, assassinos, irmãos… mas a tecnologia está sempre mudando e dando novas caras ao nosso “ser” humano. Nós temos historicamente falando, mais de 12 mil anos de história, e podemos continuar por um tempo ainda maior com momento de ais consciência humanitária e outros de mais guerras e atrocidades. Gosto muito do Lulu Santos e a letra da sua música “Como uma onda no mar” e em outra ela fala … e assim caminha a humanidade com passos de formiga e sem vontade …

segunda-feira, maio 07, 2018

PREFEITURA DE CAMPOS PAGA RPA NA SEXTA, 11

Folha da Manhã


Com entrada de participação especial, Rafael Diniz pagará RPAs dia 11
 06/05/2018 13:20 - ATUALIZADO EM 06/05/2018 13:24
A Prefeitura de Campos programou para a próxima sexta-feira (11) o pagamento referente ao mês de fevereiro dos prestadores de serviço que trabalham pelo regime de Recibo de Pagamento Autônomo (RPA). Isto será possível com a entrada nos cofres municipais dos recursos da participação especial pela exploração de petróleo, prevista para esta semana.
— O prefeito Rafael Diniz realiza todos os esforços para honrar nosso compromisso com os RPAs. Apesar das dificuldades financeiras que enfrentamos diariamente, vamos fazer tudo o que for possível para regularizar o pagamento destes trabalhadores, tão importantes para a administração — destaca o secretário municipal de Gestão Pública, André Oliveira, observando que os servidores com cargos comissionados (DAS) estão com duas folhas salariais em atraso. Os salários dos servidores efetivos estão sendo pagos em dia.
André observa que as dificuldades financeiras são decorrentes da queda de cerca de R$ 1 bilhão na arrecadação do município, assim como do pagamento de dívidas contraídas pela gestão passada, que totalizam R$ 2,4 bilhões. Somente à Caixa Econômica Federal, desde janeiro de 2017, já foram pagos R$ 63 milhões referentes às parcelas do empréstimo de R$ 1,3 bilhão conhecido como “Venda do Futuro”. O governo Rafael Diniz também está pagando R$ 4 milhões mensais relativos a uma dívida de R$ 180 milhões da administração anterior com o PreviCampos, instituto de previdência dos servidores municipais.
Fonte: Prefeitura de Campos

domingo, maio 06, 2018

CHEQUINHO: BASTIDORES DA INVESTIGAÇÃO

(Blog dos Jornalistas - Terceira Via)


Blog dos Jornalistas: Áudio mostra clima hostil da delegada com juiz no curso da Chequinho

Na gravação vazada, a delegada da PF, Carla Dolinski, se refere ao juiz Glaucenir Oliveira

CAMPOS 
POR BLOG DOS JORNALISTAS
 
3 DE MAIO DE 2018 - 13h24


Vazou um áudio de uma conversa entre a então titular da Delegacia da Polícia Federal de Campos, delegada Carla Dolinski, no curso da operação Chequinho, quando fica claro uma zona de desconforto entre ela e os delegados que apuravam o caso. No áudio a delegada se refere ao juiz Glaucenir Oliveira.
Ela determina a retirada de seguranças da PF pedidos pelo magistrado, e usa expressões que ilustram bem o conflito. O jornal Terceira Via decidiu publicar o áudio com reservas, diante do fato de que o próprio magistrado teve um áudio seu vazado recentemente em um desabafo também na operação Chequinho.
OUÇA O ÁUDIO:

quarta-feira, maio 02, 2018

ELEIÇÕES PARA DIREÇÃO DE OS PSICODÉLICOS

(A pedido)


HOJE VAI ACONTECER A ELEIÇÃO DA NOVA DIRETORIA DO BLOCO DE SAMBA DE OS PSICODÉLICOS ... O ASSUNTO TOMOU TODA A COMUNIDADE E ESTÁ FALADO EM TODOS OS BASTIDORES DO SAMBA E DO CARNAVAL DA CIDADE (((( A CHAPA 01 VEM PRA REELEIÇÃO, ONDE O CANDIDATO A PRESIDENTE É O SYLVIO CARVALHO (Filho DE Ana Maria e do saudoso Russo) e a CHAPA 02 A CANDIDATA É JISELY FEYDIT ( Filha da compositora Josélia Feydit e Adair Ferreira o artista que fazia com a sua equipe os carros alegóricos que marcaram história nos carnavais de Campos dos Goytacazes).

A ELEIÇÃO ACONTECE NESTA 4ª FEIRA DIA 02/05/2018 AS 20 HORAS , ONDE SÓ OS CONSELHEIROS DO CONSELHO DELIBERATIVO TERÁ DIREITO A VOTO, O PÚBLICO TERÁ ACESSO A QUADRA PARA GARANTIR A LISURA DO PLEITO ELEITORAL, MAS NÃO PODERÁ SE MANIFESTAR. QUE VENHA O NOVO PSICODÉLICOS! A COMUNIDADE DO MORRINHO BERÇO DO SAMBA AGRADECE..

domingo, abril 29, 2018

MORRE A ATRIZ CAMPISTA, MARIA HELENA GOMES, LENINHA

Folha da Manhã


Morre aos 61 anos, Maria Helena Gomes da Silva, a Leninha
ANTÔNIO FILHO E CELSO CORDEIRO 28/04/2018 18:20 - ATUALIZADO EM 28/04/2018 19:25
Divulgação
Por Celso Cordeiro Filho e Antônio Filho 
A cena artística de Campos está de luto com o falecimento da atriz e diretora de teatro, professora Maria Helena Gomes da Silva, a Lena ou Leninha, como era carinhosamente chamada. Ela morreu na tarde deste sábado (28) no Hospital Beneficência Portuguesa, após 23 dias de internação, vítima de complicações provenientes de uma fibrose cística pulmonar. Leninha completou 61 anos no dia 20 deste mês. A Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima (FCJOL) emitiu nota de pesar e informou que o corpo de Leninha será velado a partir das 23h deste sábado no Teatro de Bolso. O sepultamento está previsto inicialmente para as 11h deste domingo (29). Amigos lamentaram a morte.
— Ela marcou sua trajetória com muita garra, persistência e estudo. Ela se destacou no teatro de Campos nesses últimos 40 anos e, por certo, será lembrada com amplo reconhecimento. O teatro vai se ressentir muito sem sua presença. Sem dúvida, uma grande perda para a cultura da cidade — disse Orávio de Campos Soares, com quem ela tinha uma filha, que também é atriz.
A presidente da FCJOL Cristina Lima também expressou sua tristeza. “Lamento, com coração apertado, a partida da atriz, diretora e produtora teatral, Maria Helena Gomes. A cena artística campista fica incrivelmente mais pobre e o seu legado será reconhecido e aplaudido! Nesta ausência-presença nós a guardaremos no mais amoroso recanto da nossa alma! Vá em paz, Leninha!”.
No teatro iniciou também a relação de amizade com a família Garotinho, tanto que ela era madrinha de Wladimir. “Estava em agenda pela Baixada quando soube. Liguei pra minha prima Fernanda, que me confirmou o ocorrido. Sabíamos da gravidade do quadro clínico, mas nosso coração tinha esperança que ela se recuperasse. Uma perda irreparável para os amigos, familiares e para a cultura da cidade", disse Wladimir.
Outro que também lamentou a morte foi o jornalista Fernando Leite, que também conviveu com Leninha. “Acabo de saber da partida da minha amiga, Maria Helena Gomes - Leninha. Ela resistia, bravamente, no Hospital da Beneficência de Campos, como é próprio dos grandes artistas. Ela estreia, agora, no céu! Merda! Leninha! com meus aplausos, Fernando”, destacou o atual subsecretário de Governo.
Leninha começou sua carreira no teatro no início de 1973, no projeto Teatro Escola de Cultura Dramática, sob a direção de Orávio de Campos Soares. Desde então, dedicou sua vida aos palcos. Foram muitas peças e projetos nos quais a dedicação absoluta era palavra de ordem nas funções por ela desempenhadas. Com garra e tenacidade, Lena – como carinhosamente era chamada por todos – nunca desistiu do teatro, apesar do pouco incentivo que a cultura recebe, no Brasil.
Em conversas com amigos, Lena dizia que o teatro era transformador e revigorante. E, de fato, ele transformou sua vida. Seu talento foi herdado pelas filhas Fernanda Campos e Raquel Simen, com as quais dividiu o palco em “Nossas e Outras Histórias”, em 2016, no Teatro do Sesi, através do Cena 7 Grupo de Teatro.
– Acompanhei o movimento teatral que construiu o Teatro de Bolso Procópio Ferreira, inaugurado em 1968. Quando passei a fazer parte do movimento teatral, me envolvi afetivamente com aquela casa e, com orgulho, por muitas vezes, encerei o chão daquele palco, acompanhada de Antonio Roberto Kapi – lembrou Lena, durante entrevista em novembro de 2015.
Com seu jeito doce, Lena cativou muitos amigos, dentro e fora dos palcos. Entre seus parceiros de trabalho, está Rodrigo Espinosa. Em quase 25 anos de trabalho, eles dividiram palcos, criaram projetos e assinaram a direção de alguns espetáculos, como “As Criadas”, “A Lição” e “Ser ou não ser – Shakespeare – Fragmentos”.
Em 2009, na condição de vice-presidente da FCJOL, Lena participou da criação do Curso Livre de Teatro, montando diversas produções, iniciadas com “Tribobó City”, de Maria Clara Machado.
Ao lado de Neusinha da Hora e de outros atores consagrados, Lena viveu, na condição de coordenadora do Curso Livre de Teatro, um período intenso de trabalho, revelando talentos. Uma das grandes produções do projeto foi a remontagem de “O Auto do Lavrador na Volta do Êxodo”, de Orávio, em julho de 2016.
Leninha foi também diretora e presidente da Associação Regional de Teatro, diretora da Federação Estadual de Teatro, diretora do Teatro de Bolso, superintendente do Trianon.
Veja a nota da FCJOL na íntegra:
“A Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima expressa seu mais profundo pesar diante do falecimento da atriz, diretora, produtora e ex vice-presidente, Maria Helena Gomes, Leninha, a quem a arte e a cultura de Campos muito devem.
Que a luz seja sua companheira neste seu novo caminhar!
Campos agradece, reverencia e chora a sua partida, um ser humano que fez a diferença.
Últimas homenagens a partir das 23h, no Teatro de Bolso.”

sábado, abril 28, 2018

MORRE COMEDIANTE AGILDO RIBEIRO

O ator e humorista conhecido por seus bordões morreu neste sábado (28) na casa dele, no Leblon. Ele sofria de problemas cardíacos.

(Por G1 e GloboNews)



Agildo Ribeiro morreu aos 86 anos na casa dele no Leblon, na Zona Sul do Rio de Janeiro, na manhã deste sábado (28). O ator e humorista sofria de problemas cardíacos.

Agildo da Gama Barata Ribeiro Filho nasceu no Rio em 26 de abril de 1932. Filho de revolucionário, foi educado em colégio militar e chegou a trabalhar como telefonista.

Em seis décadas de carreira, criou vários personagens – alguns com bordões que ficaram famosos – e seu rosto se tornou um dos símbolos do humor no Brasil.

Chamado de "capitão do riso", Agildo começou como ator no rádio, mas seu reconhecimento veio com os trabalhos cômicos na televisão. "Virou hábito: eu abro a boca e todo mundo ri. Eu nasci para ser artista", declarou o ator em uma entrevista.

Agildo Ribeiro tem dezenas de trabalhos no teatro, cinema e TV. Ele foi o primeiro ator a interpretar João Grilo, personagem central da peça "Auto da Compadecida", de Ariano Suassuna.

Também atuou na companhia do ratinho Topo Gigio, personagem de um programa infantil na TV no final da década de 1960.

O último trabalho do ator foi no humorístico "Tá no Ar: a TV na TV", da Rede Globo. Entre os destaques da carreira de Agildo na televisão estão "O Planeta dos Homens" (1976), "Escolinha do Professor Raimundo" (1999) e "Zorra Total" (1999). Em 1982, o humorista teve seu próprio programa: "Estúdio A... Gildo".

Já no cinema, "Casa da Mãe Joana" (2008) e "O homem do ano" (2003) foram os trabalhos mais recentes de Agildo.

Leia matéria completa no G1

quinta-feira, abril 26, 2018

OS PSICODÉLICOS: EDITAL DE CONVOCAÇÃO com RETIFICAÇÃO

Assembleia Geral Extraordinária de Eleição da Diretoria Executiva Biênio 2018/2020 O Presidente do Conselho Deliberativo do Grêmio Recreativo Bloco de Samba "OS PSICODÉLICOS", com o CNPJ, inscrito com o nº 31.506.272/0001-91, no uso das atribuições que lhe confere, conforme o Estatuto em vigor desta referida Agremiação Carnavalesca, CONVOCA - todos Conselheiros da bancada do Diretório, para comparecerem à seguinte reunião extraordinária: I. Dia 02/05/2018 (4ª feira) às 20:00 horas em primeira convocação e às 20:30 horas em segunda convocação, na Sede do Bloco à Rua Dr. Ultra, nº 01 – Centro, Município de Campos dos Goytacazes, para a eleição da nova Diretoria Executiva para o biênio de 2018 a 2020.
Motivos da RETIFICAÇÃO votada e autorizada pelo Conselho Deliberativo do Bloco de Samba “Os Psicodélicos”
a) Em função da possibilidade do feriado prolongado, referente ao dia do Trabalhador (01/05/2018), que cairá numa 3ª feira, a pedido de membros do Conselho Deliberativo, ficou decidido entre os mesmos em Assembleia Extraordinária, que a eleição da nova Diretoria Executiva do Bloco de Samba “Os Psicodélicos” será transferida do dia 30/04/2018 (2ªfeira), para o dia 02/05/2018 (4ª feira) às 20:00 horas em primeira convocação e às 20:30 horas.
b) Ficou decidido pelo Conselho Deliberativo, que os candidatos de cada chapa a Presidente da Nova Diretoria Executiva terão 10 minutos para expor as suas propostas aos Conselheiros integrantes do Conselho Deliberativo. Pois este ato que aconteceria no dia 24/04/2018 (3ª feira), por decisão da maioria dos Conselheiros, foi transferido para o dia 02/05/2018 (4ª feira), antes da votação do pleito que elegerá a nova Diretoria Executiva do Bloco de Samba “Os Psicodélicos”.
Informamos que para manter a ética do bom censo e não macular o processo eleitoral, esta reunião extraordinária, será aberta ao público, mas só cabendo quaisquer tipos de manifestações, ao Conselho Deliberativo e aos candidatos a presidente de cada chapa inscrita para a eleição da nova Diretoria Executiva do Bloco de Samba “Os Psicodélicos” para o biênio 2018 a 2020.
Atenciosamente,
Rubens Ailton Manhães dos Santos Presidente do conselho Deliberativo

PREFEITURA IDENTIFICA COMÉRCIO QUE JOGA LIXO EM LOCAIS PROIBIDOS

Terceira Via


Prefeitura identifica comércios por meio de lixo descartado em locais irregulares

Nomes de bares e restaurantes foram encontrados em comandas e embalagens jogadas em terrenos, principalmente no Flamboyant

CAMPOS 
POR REDAÇÃO
 
24 DE ABRIL DE 2018 - 18h31


Lixo de comércios encontrados no Flamboyant (Foto: divulgação)
Em Campos, de janeiro a abril, cerca de 300 pessoas físicas e jurídicas foram flagradas pela fiscalização municipal do Meio Ambiente e da Limpeza Pública cometendo descarte irregular de resíduos em terrenos baldios. Várias delas foram multadas em torno R$1 mil. Algumas empresas correm o risco de terem o alvará de funcionamento cassado em caso de reincidência, pois trata-se de crime ambiental. As notificações acontecem ao mesmo tempo em que o governo

Lixo oriundo de uma residência no Parque Califórnia (Foto: divulgação)
tenta criar uma consciência ambiental entre a população e as empresas da cidade.
De acordo com o superintente de Limpeza Pública, Alfredo Dieguez, os flagrantes aconteceram em diversos pontos e bairros de Campos. “Muitas pessoas sabem que é errado descartar resíduos sem tratamento em áreas públicas. Infelizmente, ainda há alguns que só mudam de hábito diante da notificação e da multa. Vale lembrar que descarte de resíduos em áreas inadequadas, como ruas e terrenos baldios, é crime ambiental”, destaca.
Em alguns casos, a fiscalização não encontrou pessoas nos locais despejando lixo inadequadamente. Porém, coletando o material descartado, os fiscais encontraram a origem do lixo como cupons fiscais, comandas de bar e restaurantes, embalagens de ovos, pizzas, sacos plásticos com nomes de firmas. Isto ajudou a identificar parte dos autores dos crimes ambientais.
“Isto aconteceu, por exemplo, nos bairros Alphaville e Jóquei Clube, com  material de pizzaria, restaurante, bares e horti-fruti dessas regiões. Uma vez notificadas e multadas, pessoas e empresas acabam se tornando agentes que promovem mudança de comportamento, pois a multa e a perda do alvará de funcionamento geram transtornos e prejuízos”,  explica Alfredo Dieguez. Segundo ele, quem for flagrado pela segunda vez fazendo o descarte irregular, a multa dobrará de valor.
A população precisa cuidar do lixo doméstico e deixá-lo embalado para ser coletado pelos caminhões da limpeza pública. Material de obras ou vegetação oriunda de podas de árvores e jardins têm outro tipo de descarte direcionado pelos órgãos municipais.
Mas não foram só lixos de comércios que foram identificados pela Prefeitura de Campos. De acordo com o secretário, um lixo proveniente de uma residência no Parque Califórnia, também foi encontrado no bairro Flamboyant.
O superintendente de Limpeza Pública disse que, até o fim do ano, 14 Pontos de Entrega Voluntária de Entulhos (Peve) estarão funcionando em Campos. Atualmente, apenas seis Peves estão operando. A intenção é montar esse serviço em distritos da Baixada Campista, além de Travessão e Ururaí. “Tentamos criar nas escolas a consciência de preservação ambiental e o descarte correto do lixo. O mesmo vale para entulho e podas de árvores que são de responsabilidade do proprietário da empresa ao fazer o descarte correto, em locais previstos. A fiscalização deve ser intensificada até o fim do ano” conclui Dieguez.
Descarte irregular pela cidade (Foto: divulgação)

TSE DETERMINA NOVA ELEIÇÃO PARA CABO FRIO E CASSA PREFEITO

Folha da Manhã


Prefeito de Cabo Frio tem registro cassado
  - ATUALIZADO EM 25/04/2018 20:52
Marquinho Mendes
Marquinho Mendes / Divulgação
O plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou, na noite dessa terça-feira (24), por unanimidade, o registro de candidatura do prefeito de Cabo Frio, conhecido como Marquinhos Mendes (MDB), eleito em 2016. Com a cassação do registro, ele terá de deixar o cargo e caberá ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE) fixar a data do novo pleito que definirá o novo chefe do Executivo no município fluminense. Na mesma situação se encontra o município de Rio das Ostras, com nova eleição para prefeito a ser convocada pelo TRE.
No caso de Cabo Frio, a decisão dos ministros do TSE foi tomada após análise de recursos apresentados contra o acórdão da Corte regional, que havia aprovado o registro do candidato, em contraposição à sentença da primeira instância que o negara.
O entendimento firmado pelo TRE foi o de que Mendes não incorreu nas duas inelegibilidades apontadas pelo magistrado de primeira instância, ou seja, as decorrentes de rejeição de contas públicas e de abuso de poder econômico ou político, previstas na Lei de Inelegibilidades, com as alterações promovidas pela Lei da Ficha Limpa.
O caso começou a ser julgado pelo TSE em maio do ano passado, tendo sido interrompido por um pedido de vista do ministro Luiz Fux. Na ocasião, a relatora, ministra Rosa Weber, votou para negar o registro. Em seu entendimento, Mendes estava inelegível na data da eleição de 2016 em decorrência da alínea “d” da Lei da Ficha Limpa, razão pela qual deveria ser confirmada a sentença do juiz eleitoral de primeira instância.
A norma citada pela relatora dispõe que “são inelegíveis, para a eleição que disputaram ou na qual tenham sido diplomados, bem como para as que ocorrerem nos oito anos seguintes, as pessoas que tenham contra si representação julgada procedente pela Justiça Eleitoral, em decisão transitada em julgado ou proferida por órgão colegiado, em processo relativo a abuso de poder econômico ou político”.
Já no que se refere à suposta rejeição de contas, Rosa Weber concordou com a fundamentação registrada pelo TRE fluminense, afastando a inelegibilidade prevista.
Folha tentou contato com o prefeito de Cabo Frio, por meio da assessoria da Prefeitura, mas não teve resposta até o fechamento da edição. (A.N.)