segunda-feira, janeiro 15, 2018

FEBRE AMARELA? SAIBA COMO DIAGNOSTICAR

Doença infecciosa, de gravidade variável e causada por um arbovírus (vírus transmitidos por mosquitos), a Febre Amarela vem preocupando muita gente no Estado de São Paulo. Foram confirmados 29 casos de febre amarela silvestre desde janeiro de 2017, segundo a Secretaria da Saúde. Foram registradas 13 mortes no período.

Ao contrário do que muitos pensam os macacos não transmitem a doença. A febre amarela é transmitida pela picada dos mosquitos transmissores infectados e a transmissão de pessoa para pessoa não existe. Basta que uma pessoa infectada na região onde vivem os hospedeiros do vírus, sirva de fonte de infecção para o Aedes aegypti nas cidades.
Segundo o Ministro Ricardo Barros (Saúde) é o pior surto da doença no país, cerca de 3.500 casos da forma silvestre foram notificados em 2017.


Diagnóstico

É possível diagnosticar a doença depois de realizar exames laboratoriais.
Os testes oferecidos pela EUROIMMUN são baseados na metodologia de imunofluorescência indireta e permitem a detecção de anticorpos IgM e IgG contra o vírus causador da febre. Com sensibilidade e especificidade próximas de 95%, o teste de diagnóstico da febre amarela da EUROIMMUN oferecem resultados de alta qualidade e confiabilidade.

Prevenção

A vacinação é o principal meio de prevenção. A coordenadora do programa municipal de imunização de São Paulo, Maria Ligia Nerger, diz que moradores do centro de São Paulo "não têm como entrar em contato com o vírus", já que o vírus está sendo transmitido na sua forma silvestre - nas matas - e não urbana, de qualquer maneira, combater o mosquito Aedes aegypti nas cidades é uma medida de extrema importância para evitar surtos da doença nas áreas urbanas. Por isso, ninguém pode descuidar das normas básicas de prevenção. São elas: eliminar os focos de água parada que possam servir de criadouro para os mosquitos, e usar repelentes de insetos no corpo e nas roupas para evitar as picadas.
Fernanda Brandão 
Assessora de Comunicação
(11) 3661-3131 (11) 97543-2754
www.mgapress.com.br
Skype: fernandabrandao

A INSUPORTÁVEL CRUELDADE DA CARNE

COMPROMETA-SE

56 bilhões de animais estão em condições insuportáveis e são abatidos anualmente para alimentar nosso vício em carne. Mas podemos tomar uma simples atitude hoje: comer menos carne. Junte-se a um compromisso global e vamos juntos ajudar a acabar com essa crueldade:
COMPROMETA-SE
Queridos amigos e amigas,

Todo ano, 56 BILHÕES de animais são amontoados em gaiolas nojentas, sem janela e são então abatidos, só para alimentarem nosso vício em carne. E nós estamos destruindo florestas preciosas como a Amazônia para sustentar essa indústria.

É terrível, e pode levar anos até conseguirmos acabar com essas práticas absurdas e insustentáveis -- mas tem uma coisa que todos podemos fazer hoje e que poderá acelerar esse processo: comer menos carne.

A Avaaz é um movimento global de 46 milhões de pessoas. Se cada um de nós se comprometer a não comer carne em apenas um dia da semana e, se você já for vegetariano ou vegano, convidar seus amigos, celebridades e empresas a participarem, poderemos juntos criar o maior compromisso coletivo global já visto!

Vamos mandar à indústria da carne o sinal de que seus dias estão contados, e virar o jogo da crueldade e da destruição.

Conte comigo para reduzir o consumo de carne! 
Já sou vegetariano(a)/vegano(a), ou já reduzo!

Nosso consumo de carne alimenta não apenas a tortura massiva de animais, mas está matando nosso planeta!

agronegócio contribui mais para o aquecimento global do que a soma de todos os carros, aviões e ônibus no mundo todo! 75% das plantações agrícolas são usadas para alimentar animais de abatedouro -- isso é surreal!

Não precisamos nos tornar vegetarianos do dia pra noite, mas especialistas dizem que reduzir o consumo de carne é o melhor que podemos fazer para evitar uma catástrofe planetária.

Nossa hora chegou: o alcance global de nosso movimento é capaz de acender a faísca necessária para a redução drástica do consumo de carne no mundo inteiro, e um dia, fecharmos essas fazendas asquerosas. Vamos, cada um de nós, se comprometer com um pequeno passo hoje:

Conte comigo para reduzir o consumo de carne! 
Já sou vegetariano(a)/vegano(a), ou já reduzo!
Muitos disseram que nunca reduziríamos nossa dependência aos combustíveis fósseis. Mas quando juntos começamos a mudar nossos hábitos e exigimos que nossos governos atuassem, as coisas começaram a avançar. Vamos nos unir novamente para acabar com essa crueldade e salvar nosso planeta, juntos.

Com amor e esperança para 2018,

Danny, Allison, Marigona, Nataliya, Lisa e todo o time da Avaaz

CONGRESSO PAGA 67 MIL DE AJUDA DE CUSTO A SUPLENTES

Ah, não, essa, definitivamente, não. Você sabia que o nosso Congresso paga 67 mil de ajuda de custos a suplentes? Zil perdões, mas não há outro nome para isso: é "filhadaputagem"! Ô povo frouxo que permite isso.
Leia a matéria:


(IstoÉ)

Um benefício concedido pelo Congresso a novos parlamentares permitiu que suplentes recebessem até cerca de R$ 70 mil por menos de uma semana de trabalho. A verba, descrita como “ajuda de custo”, é concedida no início e no fim do mandato. Na atual legislatura, que começou em 2015, a Câmara e o Senado gastaram em torno de R$ 3 milhões com esse tipo de despesa.
Segundo as normas legislativas, a ajuda, equivalente a um salário integral do congressista (atualmente no valor de R$ 33,7 mil), deve ser “destinada a compensar as despesas com mudança e transporte” dos parlamentares, independentemente do tempo de duração do mandato. Pela regra, um suplente só deve ser convocado se a previsão de afastamento do titular for superior a quatro meses.


Nos últimos três anos, foram 70 mudanças na Câmara, que gastou pelo menos R$ 2,2 milhões com as trocas, e outras 19 no Senado, ao custo de mais de R$ 944,4 mil. Além disso, ao assumir o cargo, os suplentes passam a ter direito a outros benefícios, como ressarcimento de despesas médicas e odontológicas, auxílio-moradia e verba indenizatória.


Brevidade

Em ao menos dois casos, os suplentes receberam a ajuda de custo, mas não ficaram uma semana no cargo. Em maio de 2016, por exemplo, o senador Romero Jucá (MDB-RR) se afastou do mandato para assumir o comando do Ministério do Planejamento. Em seu lugar, tomou posse Wirlande da Luz (MDB-RR). Uma semana depois, a divulgação de gravações feitas pelo ex-presidente da Transpetro, Sergio Machado, colocou Jucá no centro de um escândalo, e ele renunciou ao cargo de ministro. Apesar da troca ter durado seis dias, o suplente recebeu R$ 67.526.

Outro caso é o do suplente Gilberto Piselo (PDT-RO), que também sentou na cadeira de senador por apenas seis dias. Ele entrou na vaga de Acir Gurgacz (PDT-RO), em 2016, e em seguida também pediu licença para resolver assuntos particulares. Na breve passagem pelo Senado, fez dois discursos, mas não teve tempo para tirar a foto oficial como parlamentar. Mesmo assim recebeu R$ 33.763 pelo período em que ficou no cargo e mais R$ 10.128 como salário proporcional.

Além disso, Piselo recebe, por meio da cota parlamentar, de R$ 5 mil a R$ 6 mil por mês de Gurgacz, há sete anos, pela locação de uma sala comercial em Rondônia, onde funciona o escritório de apoio do atual senador. No total, Gurgacz já repassou mais de R$ 500 mil para seu suplente com dinheiro do Senado desde 2010.

Procurada, a assessoria de imprensa de Gurgacz afirmou que o contrato do aluguel do imóvel que funciona como escritório de apoio do parlamentar em Ji-Paraná (RO) foi firmado em 2010, no primeiro mandato do senador, quando Piselo não era o suplente. “Portanto, não há nenhuma irregularidade, nem ilegalidade no contrato”, diz a nota.

Contracheque


Após o pedido de licença de Piselo, em 2016, assumiu a vaga o segundo suplente da chapa de Gurgacz, pastor Sebastião Valadares (PDT-RO), ligado à Igreja Assembleia de Deus. No mesmo mês, o pastor também recebeu mais de R$ 33 mil apenas para iniciar o mandato, além do salário proporcional de senador pelos dias em que trabalhou (R$ 22.508). Depois de permanecer os quatro meses na vaga, tempo mínimo para as licenças particulares, ele deixou o cargo para que Gurgacz reassumisse e recebeu outro salário extra como ajuda de custo.

Procurados, Wirlande da Luz, Gilberto Piselo e pastor Valadares não foram encontrados até a última Sexta-feira.

Recesso

Quando parlamentares pedem licença às vésperas do recesso, entre dezembro e fevereiro, os suplentes assumem o mandato em época em que a atividade no Congresso é parca – ou inexistente -, mas ganham o direito à ajuda de custo no início e no fim do mandato.

No final do ano passado, três senadores pediram licença para tratar de interesses pessoais ou cuidar da saúde: Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) e Ricardo Ferraço (PSDB-ES), em novembro, e Edison Lobão (MDB-MA), em dezembro. Os pedidos precisam ser aprovados pelo plenário da Casa.

A assessoria de imprensa de Valaderes informou que ele tirou 90 dias para tratamento de saúde e outros 30 dias para tratar de assuntos particulares. O caso de Lobão é semelhante: ele apresentou atestado médico para se licenciar entre dezembro e março, mas estendeu o afastamento por mais um mês.

Já Ferraço pediu a licença por discordar da decisão do Senado de devolver o mandato ao senador Aécio Neves (MG). Seu suplente, no entanto, não recebeu a ajuda de custo no início do mandato.

Extinção

Em 2015, o senador José Reguffe (PDT-DF) apresentou projeto para extinguir a ajuda de custo paga aos integrantes do Legislativo no início e no final do mandato parlamentar. Ele alega que esse auxílio não se justifica, já que deputados e senadores têm direito a apartamento funcional e passagens aéreas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

SINDICATO DE CAMPOS MOVE AÇÃO CONTRA POSSE DE CRISTIANE BRASIL NO MINISTÉRIO DO TRABALHO

Veja


A Justiça Federal do Rio recebeu mais um processo contra a nomeação da deputada federal Cristiane Brasil (PTB-RJ) para o cargo de ministra do Trabalho. Desta vez, é uma ação civil pública, movida pelo Sindicato dos Empregados em Turismo e Hospitalidade de Campos, na 1ª Vara Federal de Macaé, no norte do Estado do Rio. A ação foi distribuída na última quinta-feira, 11, mas ainda não houve decisão.

Em outra frente, a Advocacia-Geral da União (AGU) entrou na sexta-feira, 12, com embargos de declaração no Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) contra a manutenção da decisão liminar que suspendeu a posse da deputada.

A assessoria de imprensa do TRF2 informou que os embargos de declaração da AGU foram distribuídos para o relator do processo. O juiz federal Vladimir Vitovsky, que está atuando como substituto, deverá despachar nesta semana, segundo a assessoria.

Os embargos de declaração, uma espécie de recurso para que o tribunal se pronuncie sobre obscuridades, dúvidas, omissões ou contradições de suas decisões, foram a segunda tentativa do governo federal de derrubar a liminar que suspendeu a posse. Na última terça-feira, o desembargador federal Guilherme Couto de Castro havia mantido a decisão do juiz federal Leonardo da Costa Couceiro, da 4ª Vara Federal de Niterói, que concedeu a liminar.

VACINA DA FEBRE AMARELA, ATUALIZAÇÃO E PRINCIPAIS DÚVIDAS

G1




- Quem pode tomar a vacina da febre amarela?



A vacina está indicada para todas as pessoas de 9 meses até 60 anos de idade que não tenham nenhuma contraindicação.



- Quem não pode tomar a vacina? Quais as contraindicações?



 1. Imunossupressão: Esta é principal contraindicação. Isso significa que as pessoas que por alguma razão estejam com o sistema imunológico comprometido por quaisquer doenças ativas que cursem com imunossupressão e/ou pelo uso de quaisquer medicamentos que levem à imunodepressão - como quimioterápicos ou corticoides em altas doses-  não devem receber a vacina.



2. Gestantes: Gestantes não devem receber a vacina da febre amarela. O vírus contido na vacina pode causar graves complicações no sistema neurológico dos bebês.



3. Alergia Grave ao OVO: Pessoas que tem alergia importante e grave ao ovo não devem receber a vacina.



4. Bebês com menos de 6 meses de idade: O vírus da vacina pode causar problemas neurológicos nos bebês pequenos. As mães que amamentam bebês com menos de 6 meses de idade também NÃO devem receber a vacina, a não ser em situações de risco muito específicas, uma vez que depois da vacina estas mães devem ficar pelo menos 10 dias sem amamentar.



O leite deste período deve ser desprezado, o que é uma pena. Por isso, recomenda-se que mães lactantes de bebês com menos  de 6 meses sejam individualmente  avaliadas para que se possa ponderar o risco e o benefício da vacina ante a interrupção da amamentação.



- A vacina dá muitos efeitos colaterais?



Os efeitos colaterais mais comuns da vacina da febre amarela são os mesmos das outras vacinas: um pouco de dor no local da aplicação, dor no corpo, febre e mal estar. Importante lembrar que nem todas as pessoas apresentam estes sintomas.



- Quantas doses são necessárias para garantir proteção?



UMA dose protege a vida toda, segundo os estudos mais recentes. Por isso, quem já tomou pelo menos UMA dose da vacina na vida NÃO precisa se revacinar, mesmo que esta dose tenha sido ministrada há mais de 10 anos. A única exceção é para as crianças de 9 meses a 5 anos de idade. Quem recebeu uma dose neste período deve receber um reforço depois dos 5 anos.



- Recebi um certificado de vacina contra a febre amarela para viajar e lá consta que devo fazer uma dose de reforço depois de 10 anos. Isso está valendo?



NÃO. Não está valendo mais. Esta era a orientação antiga que foi atualmente reformulada. As autoridades de saúde reconheceram que apenas UMA dose é suficiente para garantir proteção.



- E a dose fracionada? Funciona?



 SIM. A dose fracionada da vacina, que começa em fevereiro de 2018 foi deliberada com o intuito de garantir proteção para um número maior de pessoas. Deve-se entender que a produção das vacinas contra febre amarela é limitada e não há como suprir as demandas de toda a população. Em vista disso, havia duas caminhos opções:  vacinar integralmente apenas uma parte da população, deixando milhões de pessoas sem proteção; ou vacinar fracionadamente um número maior de pessoas, mais exatamente cinco vezes mais, quintuplicando a quantidade de gente vacinada e garantindo uma cobertura muito maior.



- Quanto tempo dura a proteção da dose fracionada?



Deve durar pelo menos 1 ano.



- Isso é suficiente?



Sim. Em épocas de surtos funciona bastante. Imaginem que a febre amarela é transmitida pela picada do mosquito contaminado. Como este mosquito se contamina? Picando uma pessoa com o vírus. Assim, quanto maior o número de pessoas protegidas menor o número de mosquitos contaminados e consequentemente menor o número de pessoas infectadas. Resultado: consegue-se a contenção do surto naquele ano.



Não custa nada lembrar que os mosquitos transmissores de várias doenças podem se proliferar no lixo que todos nós largamos de forma irresponsável pelas ruas.



 Crédito da imagem: Divulgação

domingo, janeiro 14, 2018

MERCADORES E VENDEDORES DE VOTOS NA MIRA DA JUSTIÇA

(Blog na curva do rio)

Eron Simas: investigar quem compra e quem vende voto
 14/01/2018 11:10 - ATUALIZADO EM 14/01/2018 11:11


Em entrevista exclusiva - a primeira desde que assumiu a esfera cível-eleitoral oriunda da operação Chequinho - o juiz Eron Simas fala sobre condução das Ações de Investigação Judicial Eleitoral (Aije), que levaram à condenação de 42 réus, entre eles, a ex-prefeita Rosinha Garotinho. Como efeito das sentenças de Eron Simas, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) já cassou o mandato de oito vereadores de Campos, sendo que dois deles - Jorge Magal e Vinícius Madureira - estão recorrendo ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas fora dos cargos. O magistrado diz que em todas as sentenças estão demonstradas, de maneira muito clara, as provas que levaram à condenação ou à absolvição. Afirma, ainda, que não parece crível que a ex-prefeita Rosinha ignorasse o que estava acontecendo e diz que a Lava Jato é importante, mas, por si só não é a solução para a corrupção no Brasil.
Folha da Manhã – O senhor assumiu o caso Chequinho no dia 21 de setembro de 2016, no auge da operação e às vésperas da tensa eleição municipal. Assumiu, por determinação do então presidente do TRE, desembargador Jayme Boente, depois que vários magistrados se declararam impedidos. Como recebeu esta “missão”?
Juiz Eron Simas – Para o juiz eleição municipal é sempre um desafio, principalmente em cidades de interior, onde há essa proximidade dos candidatos com os eleitores. Em Campos, pelo histórico de acirramento político, é ainda mais desafiador. Fui pego de surpresa com a nomeação, que ocorreu devido a licença-médica de uma colega, mas logo que comunicado procurei tomar par do que estava ocorrendo, resolver o que havia pendente e manter a tranquilidade para cumprir a tarefa da melhor maneira possível.
Folha – No dia seguinte, o senhor proferiu sua primeira decisão no caso: Suspendeu, até as eleições, o Cheque Cidadão para cadastrados a partir de junho daquele ano. Na decisão, destaca a importância do programa social, prova documental indicava que passou a haver componente político, “tornando-o ferramenta de campanha eleitoral”. Já naquele momento identificava-se isso?
Juiz Eron Simas – É. Naquele momento as investigações ainda estavam no início, mas já era possível verificar que havia algo de errado. Além do número de beneficiários do Cheque Cidadão ter aumento consideravelmente num curto período, as listas encontradas na em-presa responsável pela confecção dos cartões indicavam um número ainda maior de pessoas inscritas. Foi essa diferença alarmante e até então inexplicada que chamou a atenção e que gerou suspeita. No entanto, mesmo diante deste cenário, busquei preservar as pessoas que já recebiam o Cheque Cidadão há mais tempo, porque elas nada tinham a ver com essa situação. E nós sabemos que no final são essas pessoas mais humildes, que realmente dependem do benefício para viver, que acabam sofren-do. Quis preservá-los disso e focar apenas nos beneficiários inscritos de última hora, isto é, nos meses próximos às eleições.
Folha – Por incontáveis vezes na esfera criminal-eleitoral da Chequinho, o ex-governador Garotinho, a então prefeita Rosinha e os demais réus contestaram a presença do juiz Ralph Manhães no processo. De certa forma o senhor foi mais “poupado”. Os ataques não eram tão diretos, embora houvessem. Como vê este posicionamento dos políticos envolvidos no caso?
Juiz Eron Simas – Infelizmente, esse é um comportamento que tem se tornado frequente. Isso faz me lembrar uma de frase de Millôr Fernandes. Em uma de suas tiradas sarcásticas, Millôr se questionava: “Como posso confiar numa justiça que não me dá razão?” No entanto, descontentamento com decisão judicial resolve-se pela via do recurso, jamais por ataques pessoais ao juiz, com o intuito de pôr em xeque a sua integridade e a sua imparcialidade de forma infundada.
Folha – No decorrer do processo, o senhor recebeu algum tipo de pressão? Alguma ameaça, mesmo que velada?
Juiz Eron Simas – Nunca recebi qualquer tipo de pressão, nem de ameaça.
Folha – Foram 38 Aijes e apenas um dos réus não condenado – Wellington Levino. A teoria da “perseguição” alegada pelo casal Garotinho é derrubada por este número de ações e 42 réus?
Juiz Eron Simas – Na verdade, a tese de perseguição que eles sustentam é porque todos os condenados seriam do seu grupo político. Mas posso afiançar, ao menos que diz respeito à minha atuação – e só posso falar por mim –, que sempre conduzi e julguei os processos com absoluta imparcialidade. Não julguei nenhum dos réus a partir da aproximação política que tem com A ou B. Em todas as sentenças estão demonstradas, de maneira muito clara, as provas que levaram à condenação ou à absolvição. As partes e o público em geral têm o direito de discordarem da sentença, mas nunca poderão dizer que decidi de tal ou qual forma para prejudicar ou favorecer quem quer que seja.
Folha – Além das provas testemunhais, havia os documentos apreendidos e que demonstraram o au-mento de beneficiários: Oficialmente, entre março e agosto, passou de 11.542 para 12.954. Extraoficialmente, em uma lista da Trivale/Valecard, para 30.469. Mais de R$ 6 milhões repassados pela Prefeitura à empresa em um único mês, enquanto se fosse pelo oficial seria cerca de R$ 2,6 milhões. Essa sangria nos cofres públicos era muito aparente, difícil não enxergar, correto?
Juiz Eron Simas – Eu acho difícil não enxergar, sobretudo pelo considerável aumento de repasse num momento em que se dizia de crise financeira. De qualquer forma, essa questão ainda será levada à apreciação do TRE e, possivelmente, ao TSE, de sorte que não me sinto à vontade tecendo considerações específicas e alongadas sobre o mérito de recurso ainda pendente de julgamento. Também não sou de fazer ode às minhas decisões.
Folha – Como o senhor mesmo diz na sentença “o conjunto probatório também não deixa qualquer dúvida de que a inscrição indiscriminada e clandestina de novos beneficiários no programa social Cheque Cidadão tinha por objetivo servir como moeda de troca por voto em benefício dos candidatos aliados do grupo político que estava à frente da administração municipal”. Acha que essa quantidade de provas era uma demonstração de crença na impunidade?
Juiz Eron Simas – Tenho para mim que sim. Até bem pouco tempo o pensamento reinante era o de que em eleição podia-se fazer tudo. Aliás, há a célebre frase de uma ex-presidente da República de que em hora de eleição pode-se (podia-se) fazer o “diabo”. Contava-se muito – e que devemos fazer uma mea-culpa – que eventuais abusos, se descobertos, dariam em processos que se arrastariam por anos na Justiça Eleitoral. Hoje o cenário está bem diferente e devemos lutar para permaneça assim. Digo mais: devemos avançar para começar a investigar e punir também os que vendem o seu voto. Atualmente, há uma caçada contra os políticos por corrupção eleitoral – o que é salutar, mas um aparente esquecimento de um sem número de pessoas que fomentam esse comportamento. Não podemos tratar o eleitor que troca o seu voto por “carrada de areia”, por “milheiro de tijolos” e por cargos comissionados para parentes como vítimas. Essas pessoas são tão responsáveis quanto os candidatos. Não podemos esperar uma reforma política sem a correspondente e necessária mudança daqueles que são os responsáveis por prover esses cargos.
Folha – Na sentença da Aije principal, o senhor cita sobre a participação da então prefeita Rosinha: “...ingênuo supor que a investigada ignorava a compra de votos com o Cheque Cidadão. A magnitude do esquema, por si só, rechaça qualquer raciocínio que tente trilhar por esse caminho”. E, em outro trecho: “Quanto a ela também são duas as hipóteses possíveis, ambas conducentes à sua responsabilidade. Ou a então Prefeita avalizou a realização da fraude eleitoral por meio da distribuição irregular de Cheque Cidadão ou, ao menos, permitiu que essa ilegalidade fosse cometida, por me-ses, fazendo vista grossa”. Em uma terceira vez: “Em conclusão, reitera-se, quanto à investigada Rosângela Rosinha Garotinho Barros Assed Matheus de Oliveira, não é crível, nem lógico, que tenha sido alijada do processo decisório que resultou no esquema fraudulento com o programa Cheque Cidadão. De outro lado, mesmo que se admita, por suposição, essa possibilidade, não há como escapar do juízo de responsabilidade que advém de sua flagrante omissão, ao permitir tamanha violação aos cofres públicos do Município que comandava”. Era pontuar exatamente a participação da ex-prefeita no esquema?
Juiz Eron Simas – Exato. Não me pareceu crível que ela desconhecesse tudo o que estava ocorrendo. De toda forma, repito aqui, essa questão será analisada pelo TRE e talvez pelo TSE. Assim, não me sinto à vontade para comentar sobre detalhes.
Folha – O TRE tem confirmado todas as sentenças da Chequinho, o que resulta na cassação dos mandatos e o consequente afastamento dos condenados. O TSE já confirmou a sentença de um deles. Os demais ficarão para 2018, o TSE já sob a pre-sidência do ministro Luiz Fux. Na primeira prisão do ex-governador Garotinho, ele chegou a dizer que o TSE concedeu Habeas corpus pela “fragilidade” da prova que levou à prisão preventiva. Como avalia que o TSE deverá se comportar nos casos da Chequinho no próximo ano?
Juiz Eron Simas – Não há como fazer qualquer prognóstico. Como se diz, cada cabeça é uma sentença. Para agravar, o julgamento é colegiado. Há que se considerar, ainda, que os processos envolvem a valoração de provas, o que permite interpretações diversas. O mais importante é mantermos a confiança na lisura e imparcialidade dos julgamentos. Não podemos apenas aplaudir quem concorda conosco e pôr em dúvida a integridade de quem decide de forma diferente. Infelizmente, isso tem ocorrido.
Folha – A eleição do ano passado foi a primeira depois da operação Lava Jato já devidamente consolidada, com os efeitos já percebidos e confirmados através de prisões e condenações. A operação também já estava em andamento no Rio. A Lava Jato, sem dúvidas, é um divisor de águas na Justiça brasileira. Acha que os políticos têm consciência disso? De que o Brasil que existia antes dela acabou?
Juiz Eron Simas – Veja bem: sou um pouco pessimista em relação a isso. Acho que ainda é muito cedo para asseverarmos que o Brasil que existia antes da Lava Jato acabou. Não po-demos esquecer que os esquemas de corrupção continuaram mesmo com a operação todos os dias nas primeiras páginas dos jornais. Além disso, são mais de 500 anos de uma cultura política carregada de vícios. É ilusão acreditar que em três anos esse problema estará resolvido. A mudança dependerá, em muito, das nossas escolhas nas próximas eleições. Mas com cuidado redobrado. Se fizermos um paralelo com a Itália, vamos observar que foram os resultados positivos da Operação Mãos Limpas que criaram o cenário para a ascensão de Silvio Berlusconi e o resultado dessa história nós conhecemos. Então, em resumo, acredito que a Operação Lava Jato foi importantíssima, mas, por si só, não é a solução. O Judiciário, apesar dos ataques que vem sofrendo da classe política, deve continuar firme na sua missão de combate à corrupção. E, para finalizar, embora digam que elogio em boca própria é vitupério, deve-se reconhecer que nesse quesito a Justiça de Campos dos Goytacazes tem se destacado.
Folha – No final do ano, o vazamento de um áudio atribuído ao juiz Glaucenir Oliveira acabou repercutindo na imprensa e no meio político e jurídico. Até o momento, ele responde em três frentes: Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Corregedoria Geral da Justiça Eleitoral movidas pelo ministro Gilmar Mendes e inquérito da Polícia Federal. Como o senhor viu o episódio?
Juiz Eron Simas – Prefiro não comentar sobre esse assunto.
Folha – Em um julgamento no TSE, em abril do ano passado, o então ministro Hermann Benjamin falou, de maneira irônica, que deveria ser muito difícil atual em Campos porque: “juiz não presta, promotor não presta, polícia não presta”. Quinta-feira, durante visita do presidente do TRE, desembargador Fonseca Passos, à cidade, os juízes eleitorais relataram a dificuldade de conduzir processos aqui na cidade. É realmente difícil atuar aqui?
Juiz Eron Simas – A observação feita por Sua Excelência, o ministro Hermann Benjamin, referia-se – de fato em tom irônico – a algumas queixas e acusações feitas por determinados réus a autoridades que participaram da Operação Chequinho. Mas, no geral, ser juiz em Campos é como ser Juiz em qualquer outro lugar. A peculiaridade daqui é esse intenso e constante embate de forças políticas, do qual o magistrado deve estar ciente e cuidar para que não influencie na sua atuação. Isso exige equilíbrio e sangue frio.
Folha – Qual sua impressão da reunião com desembargador Fonseca Passos (presidente do TRE, que esteve em Campos quinta-feira, dia 11)? O que se pode esperar da próxima eleição?
Juiz Eron Simas – A reunião destinava-se apenas a Juízes que estão em exercício da Justiça Eleitoral, o que não é mais o meu caso. Por isso, não participei. Passei apenas ao final para cumprimentar o presidente, Des. Fonseca Passos, e o corregedor, Des. Carlos San-tos. Quanto à próxima eleição, são eleições gerais, de modo geral, mais tranquilas do que as eleições municipais. Mas seja como for, a população pode esperar uma Justiça Eleitoral atuante, presente, e muito atenta a toda e qualquer ação que busque influenciar indevidamente na disputa entre os candidatos.

RAFAEL DINIZ GARANTE QUE VAI CUMPRIR PROMESSAS DE CAMPANHA

(Terceira Via)


Rafael Diniz assegura que vai cumprir suas promessas de campanha


Admitindo que promessa é divida

Em tempo de Santo Amaro, ele quer ser o pagador de promessas de campanha, mas diz que primeiro é preciso dinheiro

CAMPOS 
POR OCINEI TRINDADE
 
14 DE JANEIRO DE 2018 - 0h01
(Foto: Carlos Grevi)
“Vai ser diferente”. O slogan de campanha do então candidato à Prefeitura de Campos dos Goytacazes, Rafael Diniz, do PPS, em 2016, ganhou popularidade e aceitação por parte dos eleitores que deram a ele uma vitória surpreendente no primeiro turno. Rafael obteve 55,19% dos votos válidos, totalizando 151.462. Seu principal oponente, Chicão Oliveira, ficou em segundo lugar com 29,88%. Derrotar o candidato do casal Garotinho nas urnas até fez a primeira diferença prometida por Diniz. Um ano depois à frente da Prefeitura, e agora, como avaliar o governo Rafael? Desde o fim de qualquer eleição, sabe-se que a euforia de vitória entra em processo de contagem regressiva para acabar, sobretudo durante os primeiros 100 dias de governo, período para o fim da lua de mel com eleitores. A população depositou no candidato Rafael Diniz, não somente o voto nas urnas, mas a esperança de mudanças e melhorias em todos os setores da Prefeitura. Críticas à saúde, à educação, ao transporte público, à segurança e aos serviços que competem ao governo municipal são conhecidas há várias décadas, seja por políticos de oposição, seja pela população. Entretanto, ao assumir o governo, os velhos problemas continuam na lista de instisfações de todos.
Rafael Diniz fez a diferença quando se sagrou vencedor de uma eleição difícil contra uma máquina administrativa capitaneada havia oito anos por Rosinha e Anthony Garotinho do PR. O casal de ex-governadores do Rio de Janeiro tentou se manter no poder por mais um mandato com a candidatura de Chicão Oliveira, primo de Garotinho, mas a rejeição do eleitorado e a insatisfação com o casal foram patentes à época, o que favoreceu bastante Rafael na sua primeira tentativa para se tornar prefeito. Antes, ele foi eleito vereador em 2012 com 4384 votos.
Com boa popularidade e participação nas redes sociais digitais durante o período de campanha, Rafael Diniz soube tirar proveito do eleitorado conectado à Internet para difundir sua proposta de mudar a cidade de Campos para melhor, e para colocar em prática, futuramente, a tal diferença prometida. Em um ano de governo, o que se constata é um grande público de eleitores e de não eleitores se valendo das mesmas redes sociais para criticá-lo, atacá-lo, ou para realizar todo tipo de denúncias, com ou sem fundamento, com ou sem razões para tornar pública a insatisfação individual ou coletiva. Um exemplo são os servidores municipais que ao fim de 2017 não receberam o décimo terceiro salário, fatiado para ser pago em fevereiro e em maio. O governo alegou falta de dinheiro para pagar o funcionalismo, apesar de ser obrigado por lei a conceder o benefício.
A falta de dinheiro para saldar dívidas da gestão Rosinha, e também para pagar as despesas da atual gestão, não é novidade no governo Rafael Diniz, tampouco é no governo estadual afundado em dívidas e em crise fiscal. O problema tem sido comum em diversas cidades e estados da federação. Entretanto, “Campos não pode parar”, só para lembrar o slogan da campanha de Dr. Chicão, adversário de Diniz na eleição de 2016. Se o município não parou na gestão Rafael, ameaças diárias são enfrentadas pelo prefeito que precisa de habilidade e esforço para fazer os setores essenciais da Prefeitura funcionarem, como escolas e hospitais, além de poder quitar a folha de pagamento mensal estimada em cerca de R$77 milhões a R$80 milhões, segundo o prefeito.
No fim de dezembro, Rafael Diniz concedeu entrevista ao apresentador Cláudio Andrade do programa A Polêmica, do canal Terceira Via TV. Foi a primeira vez que ele falou à imprensa de Campos sobre a avaliação do primeiro ano de sua gestão, além de diversos temas políticos e administrativos. Na entrevista de 56 minutos disponível no canal da emissora no Youtube, a população tem a oportunidade de ouvir as explicações do prefeito de Campos sobre os problemas que enfrenta, entre os quais, o parcelamento do décimo terceiro dos servidores.
“Simplesmente não havia dinheiro para pagar o décimo terceiro integralmente. A solução foi parcelar o benefício. Planejamos quitá-lo em fevereiro, sendo a última parcela em maio. Se conseguirmos aumentar a arrecadação neste início de ano, quem sabe, até consigamos antecipar o pagamento. Vale lembrar que, apesar de ser desagradável o não pagamento integral do décimo terceiro,nosso governo se esforçou ao máximo para não deixar de pagar os servidores durante os doze meses do ano. Foi um grande esforço, pois a folha de pagamento da Prefeitura está inchada e custa muito caro aos contribuintes. Isto precisa ser revisto”, comentou durante a entrevista.

Rafael Diniz durante a campanha eleitoral para prefeito reuniu 235 propostas que foram documentadas e registradas no Tribunal Regional Eleitoral. O Programa de Governo é um documento base que se encontra disponível na Internet para qualquer eleitor ler, conhecer, analisar e cobrar do prefeito eleito tudo aquilo que foi prometido. A proposta de governar o municipio de Campos dos Goytacazes foi dividida em 15 áreas diferentes: gestão participativa, transparência e governo eletrônico; educação; cultura; esporte e lazer; ciência, tecnologia e inovação; servidores públicos; saúde; recursos naturais e planejamento sustentável; habitação; defesa civil, segurança e ordem pública; mobilidade, transporte e trânsito; infraestrutura; atenção social, cidadania e rede de proteção social; desenvolvimento econômico, emprego, trabalho e renda; agricultura, abastecimento pesca e segurança alimentar. Das 235 propostas citadas no documento, é possivel conhecê-las separadamente por áreas ou segmentos, como no quadro ilustrativo.
Em um ano de gestão, o que deu para ser realizado dessas 235 propostas de governo? De acordo com nota da assessoria do governo, foram realizadas diversas ações no período, além do plano registrado no TRE, como o Plano Plurianual (PPA) e o Plano de Metas abordados em 23 audiências do orçamento participativo em diferentes bairros e distritos. Entretanto, o governo não respondeu quantas das 235 propostas foram colocadas em prática até o fim de 2017. Estima-se que a maior parte da população de Campos não tenha lido as 26 páginas que detalham as promessas ou propostas feitas enquanto Rafael era candidato. Algumas promessas que ele descumpriu neste período foram mal-recebidas pela população, como o fi m do restaurante popular, da passagem de ônibus a R$ 1 e o cheque-cidadão. Durante a entrevista à Terceira Via TV, Rafael se defendeu:
“O ano de 2017 foi de grande dificuldade financeira com metade do orçamento previsto para administrar a cidade. Em vez R$ 3 bilhões, contamos com 1,6 bilhão. Herdamos dívidas passadas como o pagamento das parcelas à Caixa Econômica Federal da venda do futuro que conseguimos reverter. Em vez de 30%, nos comprometemos a pagar 10% dos royalties do petróleo à CEF. No lugar do ‘cheque-cidadão’, vamos criar o ‘cartão cooperação’. Este programa retornará renovado para ajudar a quem precisa, de fato. A passagem a R$ 1 ficou inviável, principalmente com a qualidade ruim do transporte oferecido. A Prefeitura paga às empresas que alegam não receber do governo, e motoristas e cobradores estão sempre em greve por não receberem seus salários. Vamos melhorar o serviço de transporte, fi scalizando itinerários e horários, além de combater o transporte clandestino. Acredito que até o fi m do ano, solucionaremos de uma vez por todas esta questão”, explicou.
Quanto ao fechamento do restaurante popular, Rafael Diniz comentou:
“Tivemos que fechá-lo devido ao alto custo para mantê-lo. São cerca de R$300 mil mensais. A Prefeitura não dispunha desse dinheiro. Entretanto, estamos estudando uma forma de reabrir o RP este ano, além de abrir um novo em Guarus, pois a população carente de lá também necessita desse benefício. Vale dizer que ninguém sem ter o que comer fica desassistido pela Prefeitura. Há um cadastro permanente de pessoas que recebem cestas básicas da Secretaria Municpal de Desenvolvimento Social”, garantiu o prefeito.
A falta de dinheiro alegada pelo governo municipal refl ete também em serviços essenciais como a iluminação pública e o atendimento nos hospitais e unidades de saúde. Quanto à iluminação, Rafael disse:
“Dependemos de um processo licitatório para regularizar o serviço. A taxa de iluminação pública precisou ser revista e sofrer reajuste. A limpeza pública também foi afetada, pois reduzimos pela metade o valor do contrato com a Vital, mas estamos conseguindo bons resultados, e podem melhorar se parte da população não sujar as ruas, cuidando do seu lixo até o carro da coleta passar”, comentou.
Já quanto ao problema que afeta sensivelmente a vida da população, a saúde pública, o prefeito também se defendeu das críticas que vem recebendo, principalmente quanto às queixas dos atendimentos nos hospitais Ferreira Machado e Geral de Guarus:
“Nunca houve um planejamento sério na saúde nas gestões passadas. Tudo de ruim ocorrendo hoje se deve à dificuldade financeira. Infelizmente, temos que lidar com a situação, mas que vai ser sanada. Estamos longe do ideal, mas em uma visita recente de um gestor do Ministério da Saúde, a rede hospitalar de Campos foi elogiada. Contamos com o apoio de outros quatro hospitais contratualizados. Apesar de desde agosto estarmos em atraso do pagamento com essas unidades, temos buscado dialogar com o setor para que a população não seja mais prejudicada. A previsão orçamentária de 2018 é um pouco melhor para Campos, pouco mais de R$2 bilhões. Temos ainda um défict mês de R$25 milhões, mas era maior, cerca de R$60 milhões que conseguimos reduzir. Precisamos enxugar a máquina, pois ainda é muito alto o valor da folha de pagamento. Estamos confi antes que este ano será menos difícil que 2017”, prevê. Segundo Diniz, até março a unidade hospitalar de Travessão e o Hospital São José, em Goitacazes, estarão concluídos e funcionando.
E como lidar com as críticas ao governo municipal que parte da população, dos adversários políticos e de acadêmicos e especialistas em gestão pública? Rafael Diniz diz que sabe que não conseguiu ainda atender a todas as demandas, mas se diz com coragem para enfrentar as criticas e os desafios até o fim de seu mandato. Nota-se que o prefeito já não é tão atuante nas mídias sociais como foi no período em que concorreu à Prefeitura. É nas redes digitais onde ele sofre o maior número de ataques desde que começou a governar. O prefeito retruca: “Estou aberto a todo tipo de críticas, sugestões e mudanças. Já estamos até estudando uma reforma administrativa, o que é normal em qualquer governo. Nem sempre há comentaristas nas redes interessados em contribuir com a cidade, mas apenas promover um ataque pessoal. Eu sou um homem público disposto a sacrificar minha imagem ou carreira política em favor do município. Acredito que vamos mudar, sim, a cidade para melhor, resolvendo antigos e graves problemas que herdamos. A população pode saber que estamos dispostos a servir, mesmo com as limitações financeiras”, destacou.
Se vai ser diferente o ano de 2018, além dos 1095 dias restantes que Rafael Diniz tem para governar Campos e cumprir suas promessas de campanha, o tempo e a população irão dizer.

TRADICIONAL CAVALHADA NA FESTA DE SANTO AMARO, NESTA SEGUNDA (15)

G1


Na verdade, a cavalhada é uma simulação da imposição da fé católica pela
espada. Neste caso, são as Cruzadas dominando os Mouros, que não
professavam a fé cristã ( Foto/divulgação da Prefeitura de Campos)


Com quase 300 anos de tradição, a Cavalhada de Santo Amaro, em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, acontece na próxima segunda-feira (15), dia do padroeiro da Baixada Campista, a partir das 15h.

Ano após ano, 12 cavaleiros vestidos de azul se posicionam em confronto a 12 cavaleiros de vermelho e revivem uma batalha por território. A tradição, que chegou ao Brasil com os colonizadores portugueses, continua viva em Campos, uma das únicas cidades do país em que a celebração resiste.

A dramatização da batalha é referência à reconquista de território na península Ibérica pelos cristãos, vestidos de azul, após 800 anos de dominação moura, representados pelas vestes vermelhas .

Para os campistas, a Cavalhada faz referências mais íntimas e reforça a história afetiva de cada um junto ao distrito de Santo Amaro. Esse é o caso de Miguel Henriques de Carvalho, que desde a infância assistia ao evento junto a seus pais.

"Sou filho daqui, de Santo Amaro. Desde criança assistia a Cavalhada junto a minha mãe e meu pai. Com 13 anos quis ser cavaleiro de Santo Amaro. Participei da encenação pela primeira vez naquele ano e continuo até hoje, com meus 69 anos de idade", contou Miguel, que junto a mais quatro voluntários faz parte da comissão de organização da cavalhada.

A festividade ainda conta com procissão às 18h30 e termina com o show do Padre Max Barreto, às 21h30.

Programação religiosa da Festa de Santo Amaro:

5h - Alvorada
3h, 5h, 7h, 9h, 11h, 13h e 17h – Missas
15h - Cavalhada
18h30 – Procissão
21h - Show do Padre Max Barreto

sábado, janeiro 13, 2018

POSTOS DE VACINAÇÃO CHEIOS EM TERESÓPOLIS, DEPOIS DE MORTE POR FEBRE AMARELA

G1


Moradores de Teresópolis lotam postos de saúde para vacinar contra
a febre amarela (Foto: Rogério de Paula | Inter TV)


Moradores de Teresópolis, na Região Serrana do Rio, lotam postos de saúde neste sábado (13), em dia de vacinação contra a febre amarela no município. A imunização foi intensificada pela Prefeitura após a confirmação da primeira morte por febre amarela no estado, que aconteceu na cidade. Segundo a Secretaria de Saúde, cerca de 5 mil pessoas foram imunizadas na manhã deste sábado.

Ao todo, o órgão afirma que foram disponibilizadas 14 mil doses, em 19 unidades de saúde. Além disso, 250 profissionais da área estão envolvidos na ação. De acordo com a secretaria, 120 mil pessoas já foram vacinadas no município em 2017, o que representa 80% do público-alvo. A meta é chegar a 150 mil doses.

"As pessoas que não foram imunizadas devem procurar uma unidade de saúde para se vacinar. Quem já tomou a dose no ano passado, não precisa", afirma o subsecretário de Saúde, Antônio Henrique Vasconcellos.

Na segunda-feira (15), o subsecretário diz que outras 10 mil doses da vacina serão disponibilizadas pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) e que haverá unidades volantes, com um carro e equipes da área da saúde, para imunizar os moradores das áreas mais distantes.

"A nossa maior preocupação é com a área rural", disse Antônio.

No bairro Albuquerque, os moradores fizeram fila neste sábado para tomar a vacina na Unidade de Saúde José Matos. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, devem ser imunizadas todas as pessoas com idades entre nove meses e 60 anos. Os horários e postos onde acontece a vacinação estão disponíveis no site da Prefeitura.

O órgão diz que a vacina é contraindicada para gestantes, mulheres que estão amamentando, crianças até seis meses e pessoas com mais de 60 anos. Idosos, devem apresentar autorização médica.

Segundo a SES, foram disponibilizadas doses suficientes para vacinar 100% da população no município e o órgão recomendou à Prefeitura de Teresópolis que intensifique a vacinação, principalmente nas áreas de mata.
O homem, de 48 anos, que morreu vítima da doença no dia 7 de janeiro, morava no bairro Canoas, zona rural da cidade, segundo informou a Prefeitura.

De acordo com a SES, a doença do tipo silvestre foi confirmada na quinta-feira (11) com os resultados dos exames laboratoriais feitos pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).


PAÍSES AFRICANOS EXIGEM DESCULPAS DE TRUMP

G1

O presidente Donald Trump durante reunião sobre política de imigração
na Casa Branca, em Washington, na quinta (11) (Foto: Evan Vucci/AP)



Os embaixadores de 54 países africanos na ONU exigem do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, uma desculpa pelos comentários "racistas" que expressou na quinta-feira (11), quando supostamente usou a expressão "países de merda" para se referir a Haiti, El Salvador e vários países africanos.
Após uma reunião de urgência na noite desta sexta-feira (12), eles emitiram um comunicado, em que dizem se sentir "extremadamente consternados" pelas palavras de Trump.
Os diplomatas condenam os comentários "escandalosos, racistas e xenófobos" do presidente americano e asseguram se sentir "preocupados com a contínua e crescente tendência dentro do governo dos EUA em relação à África e aos afrodescendentes, denegrindo o continente e as pessoas de cor".
O grupo expressa sua "solidariedade" com o povo haitiano e com os outros países atacados por Trump durante uma reunião com legisladores na Casa Branca.
Segundo uma informação publicada na quinta-feira no jornal The Washington Post e confirmada depois pelo Los Angeles Times, Trump disse na quinta-feira, durante a reunião, que preferiria receber nos Estados Unidos mais imigrantes da Noruega em vez de cidadãos de El Salvador, Haiti e vários países africanos, usando a expressão "países de merda" (shithole countries) para se referir àquelas nações. A notícia provocou indignação mundial.
No Twitter, o presidente fez uma retratação vaga, com referência apenas ao Haiti, e sugeriu que as declarações foram inventadas. Ele negou ter usado a linguagem noticiada pela mídia, ainda que tenha admitido que a linguagem que usou foi "dura".
O senador democrata Richard J. Durbin, que esteve no encontro, confirmou que Trump falou repetidas vezes "países de merda" e usou um discurso "repugnante e racista".
Manifestação em Miami
A União Africana (UA) e vários membros de governos do continente também tacharam de "racistas" os comentários atribuídos ao presidente dos Estados Unidos.
"São francamente racistas", disse Ebba Kalondo, porta-voz do presidente da Comissão da UA, Moussa Faki Mahamat, em uma conversa telefônica com a agência de notícias Efe.
"Não são apenas alarmantes para a União Africana por sua natureza racista, mas porque, se forem verdadeiras, essas declarações seriam ainda mais surpreendentes, devido à realidade histórica de como muitos africanos chegaram aos Estados Unidos como escravos", acrescentou Kalondo.
Dezenas de imigrantes haitianos e membros desta comunidademarcharam nesta sexta-feira em Miami para expressar sua rejeição aos adjetivos usados pelo presidente Trump ao se referir a países da América Latina e da África.
"O que todos pensam, mas não falam"
O presidente Donald Trump negou parcialmente o que disse no Twitter. Em conversas privadas, entretanto, ele se defendeu suas observações, argumentando que apenas disse "o que muitos pensam, mas que não falariam sobre imigrantes de países economicamente desfavorecidos", de acordo com uma pessoa que conversou com o presidente americano.
Trump passou a noite de quinta-feira fazendo uma série de telefonemas para amigos e assessores externos, para colher opiniões sobre a onda de críticas, afirmou essa fonte, sob condição de anonimato. Segundo ela, Trump não se arrepende de suas observações e nega que seja racista, culpando a mídia por ter distorcido o que disse.
Críticas republicanas
Membros de seu próprio Partido Republicano se uniram às críticas. "Se isso não é racismo, então não sei como você pode classificar isso", comentou a deputada republicana Ileana Ros-Lehtinen, da Flórida, em entrevista à imprensa americana.
O senador republicano Jeff Flake, do Arizona, afirmou que "as palavras usadas pelo presidente, como relatadas a mim por aqueles que estiveram no encontro, não foram ‘duras', mas abomináveis ​​e repulsivas".

A maioria dos líderes do Partido Republicano preferiu silenciar. Entretanto, o presidente da Câmara dos Representantes, o republicano Paul Ryan, afirmou durante evento que a linguagem vulgar do presidente americano foi "muito infeliz”.