sábado, agosto 27, 2016

DOAÇÃO DE SANGUE PARA SAWANNA

O Diario:


Sawanna necessita de novas doações de sangue

Pequena voltou a ser internada no Hospital Beneficência Portuguesa, em Campos, acometida, novamente por leucemia LLA

A pequena Sawanna Araújo, de 7 anos, voltou a ser internada no Hospital Beneficência Portuguesa, em Campos, acometida, novamente por leucemia LLA. Ela necessita mais uma vez de sangue e a família pede para que a população compareça ao Hemocentro Regional do Hospital Ferreira Machado (HFM) para doar.

De acordo com Lena Souza, mãe de Sawanna, ela necessita, com urgência, de plaqueta e sangue. “O estoque está baixo. Ela e mais duas crianças, que também estão internadas, precisam com urgência de sangue. O tipo sanguíneo é universal, ou seja, qualquer doador pode fazer a doação”, informou.        

Como aconteceu nas outras vezes em que a filha estava internada, Lena apelou às redes sociais para conseguir o maior número de doações. “Novamente fiz um apelo tanto no Facebook, como no WhatsApp, para conseguir doadores”, disse Lena. 

Sawanna ficou conhecida no ano passado ao bater o recorde em doações de sangue no Hemocentro de Campos. A quantidade de sangue doada foi superior ao que ela precisava. O Hemocentro de Campos recebe doações diariamente, inclusive aos sábados, domingos e feriados, das 7h às 18h. Para doar, basta levar um documento original de identidade com foto, pesar mais de 50 Kg, idade entre 16 e 69 anos, não estar em jejum e não ter ingerido alimentos gordurosos nas últimas três horas.
 


sexta-feira, agosto 26, 2016

DEFESA DE LULA DIZ QUE SEU INDICIAMENTO PELA PF É PEÇA DE FICÇÃO

G1:


26/08/2016 18h04 - Atualizado em 26/08/2016 19h42

Relatório de indiciamento de Lula e Marisa é 'peça de ficção', diz defesa

Indiciamento foi protocolado no sistema da Justiça Federal nesta sexta (26). 
Advogado de Lula diz que relatório tem conotação política.

Roney DomingosDo G1 São Paulo
O advogado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da ex-primeira dama Marisa Letícia afirmaram em nota que as conclusões do relatório do delegado da Polícia Federal Marco Antonio Anselmo que indiciou nesta sexta-feira (26 Lula, Marisa e mais três pessoas por crimes como corrupção ativa, passiva e lavagem de dinheiro "tem caráter e conotação políticos e é, de fato, peça de ficção".
Segundo o advogado Cristiano Zanin Martins, o relatório parte de falsas premissas e contem erros jurídicos. A defesa de Lula repudiou veementemente o indiciamento de seus clientes. Ele acusa o delegado responsável pelo inquérito de não ser isento para fazer a investigação.
A defesa de Lula diz que só soube do inquérito há dois dias por causa de um erro do Ministério Publico. Ele disse que pediu acesso aos autos ao juiz Sérgio Moro, que só permitiu acesso após recurso ao Supremo Tribunal Federal.
O advogado disse que não cogita jamais prisão de seu cliente porque segundo ele não houve crime.
Indiciamento
O indiciamento foi protocolado no sistema eletrônico da Justiça Federal, no Paraná, no início da tarde desta quarta. Os cinco são investigados por supostas irregularidades na aquisição e na reforma de um apartamento tríplex do Edifício Solaris, no Guarujá, no litoral de São Paulo, e no depósito de bens do ex-presidente.
Segundo o advogado de Lula, "o relatório não parte de fatos, mas, sim, de ilações ou suposições". Ele afirma que a peça não tem respaldo jurídico. "Lula e sua esposa não são proprietários do imóvel que teria recebido as melhorias; não são funcionários públicos, que é a premissa do crime de corrupção passiva; Lula não participou da contratação indicada no relatório, de forma que o relatório pretende lhe atribuir a prática de um crime sem que ele tenha qualquer envolvimento (responsabilidade objetiva, estranha ao Direito Penal)".
Defesa de Lula mostrou documento que mostra que imóvel é de propriedade da OAS (Foto: Reprodução )Defesa de Lula mostrou documento que mostra que imóvel é de propriedade da OAS (Foto: Reprodução )
A defesa diz ainda que Lula e sua esposa não receberam qualquer bem, valor ou direito da OAS que seja proveniente de desvios da Petrobras e muito menos tinham conhecimento da suposta origem ilícita desses valores.

O advogado diz ainda que a peça tem motivação política porque, segundo ele, o delegado Marcio Adriano Anselmo "tem histórico de ofensas a Lula nas redes sociais e já expressou publicamente sua simpatia por campo político antagônico ao ex-presidente" (leia a íntegra da nota ao final dessa reportagem).
A defesa de Lula disse que nesse  momento a decisão é aguardar porque o inquérito é muito recente.
Instituto Lula
Em nota, o Instituto Lula reafirma a posição dos advogados do ex-presidente. Diz a nota: "É simplesmente inadmissível indiciar um ex-presidente por suposta (e inexistente) corrupção passiva, a partir de episódios transcorridos em 2014, quatro anos depois de encerrado seu governo. É igualmente inadmissível indiciar o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamoto, por corrupção passiva, que também não é servidor público. Mais grave, injusto e repugnante, no entanto, é o indiciamento de Marisa Letícia Lula da Silva. Trata-se de mesquinha vingança do delegado e de seus parceiros na Lava Jato, a cada dia mais expostos perante a opinião pública nacional e internacional, pelos abusos sistematicamente cometidos".
Cristiano Zanin Martins, advogado de Lula e Marisa, em entrevista à imprensa nesta sexta-feira em seu escritório em São Paulo (Foto: Roney Domingos/G1)Cristiano Zanin Martins, advogado de Lula e Marisa, em entrevista à imprensa nesta sexta-feira em seu escritório em São Paulo (Foto: Roney Domingos/G1)
Leia a íntegra da nota dos advogados de Lula e Marisa:
"Os advogados do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua esposa Marisa Letícia Lula da Silva repudiam veementemente o indiciamento de seus clientes a partir das apressadas conclusões do Relatório elaborado em 26/08/2016 pelo Delegado de Polícia Federal Marcio Adriano Anselmo nos autos do Inquérito Policial nº1048/2016 (5035204-61.2916.4.04.7000), que tem caráter e conotação políticos e é, de fato, peça de ficção. Lula e D. Marisa não cometeram crimes de corrupção passiva (CP, art. 317, caput), falsidade ideológica (CP, art. 299) ou lavagem de capitais (Lei nº 9.613/98, art. 1º), como se demonstra a seguir:
1- Corrupção passiva –
O ex-Presidente Lula e sua esposa foram indiciados pelo crime de corrupção passiva (CP, art. 317, caput) sob o argumento de que teriam recebido “vantagem indevida por parte de JOSE ALDEMÁRIO PINHEIRO FILHO e PAULO ROBERTO VALENTE GORDILHO, Presidente e Engenheiro da OAS, consistente na realização de uma reforma no apartamento 174 do Edifício SOLARIS, no GUARUJÁ, devidamente descritas e avaliadas no laudo pericial nº 375/2016, que apontam melhorias no imóvel avaliadas em obras (R$ 777.189,13), móveis (R$ 320.000,00) e eletrodomésticos (R$ 19.257,54), totalizando R$ 1.116.446,37)”:
1.1 O imóvel que teria recebido as melhorias, no entanto, é de propriedade da OAS como não deixa qualquer dúvida o registro no Cartório de Registro de Imóveis (Matricula 104801, do Cartório de Registro de Imóveis do Guarujá), que é um ato dotado de fé pública. Diz a lei, nesse sentido: “Art. 1.245. Transfere-se entre vivos a propriedade mediante o registro do título translativo no Registro de Imóveis”. O Relatório não contém um único elemento que possa superar essa realidade jurídica, revelando-se, portanto, peça de ficção.
1.2.  Confirma ser o Relatório uma obra de ficção o fato de o documento partir da premissa de que houve a “entrega” do imóvel a Lula sem nenhum elemento que possa justificar tal afirmação. Aliás, nem mesmo o Delegado que subscreve o Relatório sabe quando teria ocorrido essa “entrega” que ele atribui a nosso cliente: “Houve a reforma após a entrega do imóvel, possivelmente no segundo semestre de 2014” (p. 06).
1.3. Lula esteve uma única vez no imóvel acompanhado de D. Marisa — para conhecê-lo e verificarem se tinham interesse na compra. O ex-Presidente e os seus familiares jamais usaram o imóvel e muito menos exerceram qualquer outro atributo da propriedade, tal como disposto no art. 1.228, do Código Civil (uso, gozo e disposição).
1.4. D. Marisa adquiriu em 2005 uma cota-parte da Cooperativa Habitacional dos Bancários (Bancoop) que, se fosse quitada, daria direito a um imóvel no Edifício Mar Cantábrico (nome antigo do  hoje Edifício Solaris). Ela fez pagamentos até 2009, quando o empreendimento foi transferido à OAS por uma decisão dos cooperados, acompanhada pelo Ministério Público do Estado de São Paulo. Diante disso, D. Marisa passou a ter a opção de usar os valores investidos como parte do pagamento de uma unidade no Edifício Solaris – que seria finalizado pela OAS — ou receber o valor do investimento de volta, em condições pré-estabelecidas. Após visitar o Edifício Solaris e verificar que não tinha interesse na aquisição da unidade 164-A que lhe foi ofertada, ela optou, em 26.11.2015, por pedir a restituição dos valores investidos. Atualmente, o valor está sendo cobrado por D. Marisa da Bancoop e da OAS por meio de ação judicial (Autos nº 1076258-69.2016.8.26.0100, em trâmite perante a 34ª. Vara Cível da Comarca de São Paulo), em fase de citação das rés.
1.5. Dessa forma, a primeira premissa da autoridade policial para atribuir a Lula e sua esposa a prática do crime de corrupção passiva — a propriedade do apartamento 164-A — é inequivocamente falsa, pois tal imóvel não é e jamais foi de Lula ou de seus familiares. O Relatório sequer enfrenta o assunto.
1.6. Outro aspecto primário também foi solenemente desprezado pelo Relatório. A corrupção passiva prevista no art. 317, do Código Penal, é crime próprio, ou seja, exige a qualidade especial do agente, que é ser funcionário público. Segundo um dos maiores juristas do País, Nelson Hungria, “A corrupção (...), no seu tipo central, é a venalidade em torno da função pública, denominando-se passiva quando se tem em vista a conduta do funcionário público corrompido” (Comentários ao Código Penal, vol. IX, p. 367). As melhorias descritas no Relatório teriam ocorrido após 2014. No entanto, Lula não é agente público desde 1º de janeiro de 2011 e D. Marisa jamais foi funcionária pública. Ou seja, não há como sequer cogitar da prática criminosa.

2- Falsidade ideológica –
Lula foi indiciado pelo crime de falsidade ideológica (CP, art. 299) sob o argumento de que “atuou na celebração de contrato de prestação de serviço de armazenamento ideologicamente falso com a GRANERO TRANSPORTES LTDA”. A verdade é que o ex-Presidente não teve participação nessa relação jurídica e, por isso mesmo, o Relatório não aponta qualquer evidência nesse sentido. O indiciamento ocorreu apenas sob a premissa de que Lula seria o “beneficiário direto” do contrato, numa clara imputação de responsabilidade objetiva que é estranha ao Direito Penal. Ademais, os bens do acervo presidencial integram o patrimônio cultural brasileiro, são de interesse público por definição legal (Lei 8394/91) – não se tratando de bens privados de Lula, mas sim de documentos que a lei exige que sejam conservados.
3- Lavagem de capitais –
Lula foi indiciado pelo crime de lavagem de capitais (Lei nº 9.613/98, art. 1º) sob o argumento de que teria dissimulado o recebimento de “vantagens ilícitas” da OAS, que seria “beneficiária direita de esquema de desvio de recursos no âmbito da PETROBRAS investigado pela Operação Lava Jato”.
3.1. Para a configuração do crime previsto no art. 1º, da Lei nº 9.613/98, Lula e sua esposa teriam que ocultar ou dissimular bens, direitos ou valores “sabendo serem oriundos, direta ou indiretamente, de crime”.
3.2. Além de o ex-Presidente não ser proprietário do imóvel no Guarujá (SP) onde teriam ocorrido as “melhorias” pagas pela OAS, não há no Relatório um único elemento concreto que possa indicar que os recursos utilizados pela empresa tivessem origem em desvios da Petrobras e, muito menos, que Lula e sua esposa tivessem conhecimento dessa suposta origem ilícita.
4- Inquérito oculto –
O Relatório se refere a um inquérito policial instaurado em 22/07/2016 e que ficou tramitando de forma oculta — nas “gavetas” das autoridades envolvidas — até o dia 24/08/2016. Há apenas dois dias, os advogados de Lula tiveram conhecimento do procedimento, após terem ingressado com Reclamação no Supremo Tribunal Federal por violação à Súmula 14 (Autos nº 24.975). E somente foi possível ter conhecimento da existência desse procedimento por erro do Ministério Público ao peticionar em um inquérito policial que tramitava de forma pública, para investigar a propriedade dos apartamentos do Edifício Solaris, e que foi concluído sem imputar ao ex-Presidente ou aos seus familiares a prática de qualquer ilícito (Autos nº 060/2016).
Conclusão
Os elementos acima não deixam qualquer dúvida de que:
1. A peça é uma ficção: o Relatório não parte de fatos, mas, sim, de ilações ou suposições;
2. A peça não tem respaldo jurídico: Lula e sua esposa não são proprietários do imóvel que teria recebido as melhorias; não são funcionários públicos, que é a premissa do crime de corrupção passiva; Lula não participou da contratação indicada no Relatório, de forma que o Relatório pretende lhe atribuir a prática de um crime sem que ele tenha qualquer envolvimento (responsabilidade objetiva, estranha ao Direito Penal); e, finalmente, Lula e sua esposa não receberam qualquer bem, valor ou direito da OAS que seja proveniente de desvios da Petrobras e muito menos tinham conhecimento da suposta origem ilícita desses valores;
3. A peça tem motivação política: O Delegado Marcio Adriano Anselmo tem histórico de ofensas a Lula nas redes sociais e já expressou publicamente sua simpatia por campo político antagônico ao ex-Presidente. Não se pode aceitar como coincidência o fato de o Relatório ser apresentado no meio do julgamento do impeachment da Presidente da República eleita com o apoio de Lula.
Cristiano Zanin Martins e Roberto Teixeira"

DATAVIU: EMPATE TÉCNICO ENTRE CHICÃO, RAFAEL E CAIO

A mais recente pesquisa do Instituto DataViu revela empate técnico entre os candidatos Chicão, Rafael Diniz e Caio. Os números já foram totalizados e a pesquisa registrada no TSE. Foram ouvidas 500 pessoas e medidas, além da aferição das intenções de voto, o índice de rejeição dos postulantes à sucessão municipal. A sua publicação será na edição deste sábado, 27, no jornal Folha da manhã, conforme adiantou a coluna Ponto Final.

JUTIÇA CASSA MANDATO DE CESAR MAIA

(Coluna Justiça e Cidadania por Adriana Cruz - O Dia)


Justiça cassa mandato de Cesar Maia

A Justiça decidiu cassar o mandato do vereador Cesar Maia, do DEM. O julgamento na 10ª Câmara Cível, por maioria de votos, condenou o ex-prefeito do Rio, José Carlos Ferreira de Sá, Américo da Costa Borges, ex-diretores da Riotur, e o escritório Saboya Advogados Associados. Maia foi considerado culpado por ter autorizado a contratação por 27 vezes do advogado Paulo Eduardo de Araújo Saboya, para defendê-lo sem licitação. Saboya, que morreu em 2009, era casado com uma irmã de Maia e recebeu mais de R$ 220 mil pelos serviços, a partir de 2004.
Além da perda da vaga no parlamento com o voto do desembargador Bernardo Garcez, Maia está com os direitos políticos suspensos por cinco anos e terá de pagar multa de R$ 34.375. Na ação civil pública, que gerou o processo, o Ministério Público estadual sustentou que oito contratos foram firmados com Saboya no dia 11 de março de 2004, e integralmente pagos menos de um mês depois. Outros 19 foram assinados no fim de 2004 e pagos no início de 2005.
Maia, através de sua assessoria de imprensa, informou não saber sobre a decisão e, por isso, não se pronunciará. Os outros condenados José Carlos Ferreira de Sá e Américo da Costa Borges não foram localizados. No escritório, a reportagem foi informada que Tatiana Saboya poderia falar sobre o assunto, mas só estará no local segunda-feira. Cabe recurso no Superior Tribunal de Justiça e no Supremo Tribunal Federal.
Íntegra da resposta do advogado José Roberto Sampaio, que defende Cesar Maia
Registro, inicialmente, que o julgamento realizado na data de ontem não acarreta a cassação do mandato de vereador Cesar Maia, uma vez que, por força do art. 20 da Lei nº 8.429/1990, a condenação para perda de função pública somente produz efeitos após o trânsito em julgado da sentença.
Com relação aos fundamentos do acórdão, destaco que o julgado contrariou posicionamento anterior, unânime, do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro que, em hipótese idêntica (processo nº 0416320-09.2010.8.19.0001), considerou lícita a contratação direta, pela administração pública municipal, do escritório Saboya Advogados, para representar servidores, inclusive o vereador Cesar Maia, em mais de 20 processos .
O acórdão divergiu, ainda, de jurisprudência pacifica do Superior Tribunal de Justiça, no que se refere à contratação, por inexigibilidade de licitação, de escritório de advocacia para defesa de agentes/entes públicos. Deste modo, serão interpostos recursos especial e extraordinário, com requerimento de atribuição de efeito suspensivo. Não há, pois, qualquer impedimento à candidatura do vereador Cesar Maia à reeleição .
O vereador Cesar Maia reafirma sua confiança na justiça brasileira.

CANDIDATOS A PREFEITO DO RIO PARTICIPAM DO PRIMEIRO DEBATE

G1:



Debate reúne sete candidatos à Prefeitura do Rio

Perguntas foram feitas entre os adversários, por jornalistas e eleitores.
No último bloco, todos responderam questões relacionadas à segurança.

Do G1 Rio
Alessandro Molon (Rede), Carlos Roberto Osorio (PSDB), Flávio Bolsonaro (PSC), Índio da Costa (PSD), Jandira Feghali (PCdoB), Marcelo Crivella (PRB) e Pedro Paulo Carvalho (PMDB) participam de debate na Band (Foto: Mauricio Bazilio/Divulgação)Alessandro Molon (Rede), Carlos Roberto Osorio (PSDB), Flávio Bolsonaro (PSC), Índio da Costa (PSD), Jandira Feghali (PCdoB), Marcelo Crivella (PRB) e Pedro Paulo Carvalho (PMDB) participam de debate na Band (Foto: Mauricio Bazilio/Divulgação)
Sete candidatos à Prefeitura do Rio participaram, na noite desta quinta-feira (25), do primeiro debate em televisão da disputa municipal, realizado pela TV Bandeirantes, no Rio de Janeiro. Foram ao Teatro Oi Casa Grande, no Leblon, Zona Sul da cidade, Alessandro Molon (Rede), Carlos Osorio(PSDB), Flávio Bolsonaro (PSC), Índio da Costa (PSD), Jandira Feghali (PCdoB), Marcelo Crivella (PRB) e Pedro Paulo Carvalho (PMDB).

No primeiro bloco, cada um dos postulantes, em ordem definida por sorteio, escolheu outro para responder a uma pergunta, com tema livre. Quem abriu a rodada foi Carlos Osorio que se dirigiu a Pedro Paulo perguntando sobre a situação das finanças da prefeitura que, segundo ele, enfrenta problemas. O peemedebista respondeu que a "cidade está em equilíbrio", destacou as parcerias público privadas feitas pelo município e fez elogios à realização dos Jogos Olímpicos.
Durante o debate, o candidato do PSC chegou a passar mal e teve que deixar o local ao fim do segundo bloco. Os assessores de Bolsonaro são chamados para ampará-lo, ele acabou deixando o debate e o apresentador chama o intervalo.
Pedro Paulo escolheu Marcelo Crivella para perguntar qual o projeto dele para a educação. O candidato do PRB disse que o custeio é um problema na atual gestão e afirmou ser necessário oferecer melhores condições de salários aos professores, além de fazer críticas à administração na área da saúde.
Marcelo Crivella escolheu Flávio Bolsonaropara abordar o tema segurança. O postulante do PSC defendeu o uso de armas pela Guarda Municipal. Segundo ele, a legislação federal garante que os guardas andem armados.
Bolsonaro perguntou a Índio da Costa quais seus posicionamento sobre o Uber. O candidato respondeu que pretende regularizar o serviço do aplicativo e acabar com a hegemonia dos empresários de ônibus no município.
Índio da Costa abordou o tema da economia para questionar Alessandro Molon se ele tem consciência de que o caixa do governo está quebrado. O candidato respondeu que sim e aproveitou para criticar o peemedebista Pedro Paulo, afirmando que ele fez parte da atual gestão.
Restou a Alessando Molon perguntar a Jandira Fegahli. Ele questionou a candidata sobre a economia do município. Ela a classificou como "oca" e disse concordar com a necessidade de uma reformulação das contas públicas, além de defender a necessidade de investir em saneamento básico e urbanização das favelas.
Para encerrar a rodada, Jandira perguntou aCarlos Osorio sobre a situação do transporte público, já que ele foi secretário da pasta no atual governo. O candidato fez críticas à atual gestão e afirmou que a racionalização das linhas de ônibus favorece empresários.

No segundo bloco, os candidatos responderam, respeitada ordem de sorteio, a perguntas diferentes enviadas em vídeo por telespectadores da emissora e selecionadas pela direção do programa. Neste momento, o candidato do PSC foi retirado.
Flavio Bolsonaro é amparado por Jandira e Osório após passar mal (Foto: Reprodução/Youtube)Flavio Bolsonaro é amparado por Jandira e Osório após passar mal (Foto: Reprodução/Youtube)
O bloco foi encerrado quando o candidato Flávio Bolsonaro, na sua vez de responder a uma pergunta, reclamou queda de pressão, sendo amparado pelos candidatos Jandira Feghali e Carlos Osorio. Ele não participou mais do debate. Ao final, o jornalista Sérgio Costa, que mediou o encontro, informou que Bolsonaro foi levado para o hospital, era submetido a exames e passava bem.

O terceiro bloco foi realizado nos mesmos moldes do primeiro. Com ordem definida em sorteio, cada candidato escolhia um adversário para responder a uma pergunta sua, com tema livre, tendo novamente direito a réplica e tréplica.

O quarto bloco, que encerrou o debate, teve como tema a área da segurança. A escolha, segundo a direção do programa, considerou o tema mais abordado por telespectadores na internet durante o programa. Cada candidato deveria formular uma pergunta pertinente ao assunto para um candidato de sua escolha, sem direito à réplica ou tréplica.
Por sorteio, Carlos Osorio foi o escolhido para abrir a rodada. Ele questionou a Pedro Paulo se ele vai tratar a segurança como um problema do governo estadual. O peemedebista respondeu que vai equipar a Guarda Municipal, para que ela atue em alguns pontos da cidade sozinha e em outros em parceria com a Polícia Militar. Ele aproveitou para elogiar a realização da olimpíada, destacando ter feito parte da organização do evento.
Pedro Paulo perguntou a Marcelo Crivella qual será a política do candidato quanto a atuação da Guarda Municipal. O candidato respondeu que vai investir em parceria, afirmando que as forças de segurança precisam atuar juntas, e enfatizou que não vai armar a Guarda Municipal. Ele disse ainda considerar fundamental para a segurança o combate à evasão escolar, destacando ter como objetivo “humanizar o Rio de Janeiro”.
Crivella escolheu Alessandro Molon para responder como ele pretende fomentar o desenvolvimento econômico da cidade às questões de segurança. O candidato respondeu que a geração de emprego, aliada a investimentos em esporte, lazer e educação, é fundamental para garantir a segurança. Ele destacou a necessidade de uma nova formação da Guarda Municipal, com foco na proteção do cidadão.
Alessandro Molon perguntou à Jandira Feghali qual a visão dela da participação do município na  segurança pública. A candidata respondeu que um dos pontos mais graves da omissão da prefeitura é em relação à segurança. Destacou a importância de enfrentar a “cultura do preconceito”, enfatizando o fortalecimento das políticas de defesa da mulher, dos negros e da população LGBT.
Jandira Feghali se dirigiu a Índio da Costa afirmando ser contra armar a Guarda Municipal e questionou qual a opinião dele a respeito. O candidato respondeu que para elaborar seu projeto para a segurança buscou consultoria com especialistas, inclusive fora do país, e considerou as melhores práticas adotadas em outras cidades do Brasil no combate à violência e criminalidade. Sobre a Guarda Municipal, disse defender a sua requalificação e afirmou que vai criar a secretaria municipal de segurança.
Índio perguntou a Carlos Osorio como ele pretende usar a tecnologia em favor da segurança pública. O candidato respondeu que pretende usar muito aparato tecnológico, mas destacou que pretende investir mais na Guarda Municipal, afirmando que ela está sucateada e que, por questões políticas, os guardas estão desmotivados em cumprir o seu papel de defesa do cidadão.

Ato em praça pública
O candidato do PSOL, Marcelo Freixo, convidou eleitores para acompanhar o debate em praça pública. Um telão foi montado na Cinelândia, no Centro do Rio. O ato foi um protesto por ter sido negado pelos demais candidatos que ele participasse do debate promovido pela emissora. Pela nova regra eleitoral, apenas candidatos de partidos ou coligações com mais de nove deputados federais na Câmara têm presença assegurada nos debates de rádio e TV. Quem não atinge essa cota precisa que dois terços dos adversários na eleição concordem com a participação nos debates, além de receber o convite das emissoras. Antes do início da transmissão do debate Freixo disso que a postura dos concorrentes foi antidemocrática. Ele ressaltou que preferia estar em praça pública com os eleitores para comentar os principais assuntos abordados pelos concorrentes.
Marcelo Freixo (PSOL) promoveu ato na Cinelândia, no Centro do Rio, convidando eleitores para acompanhar de lá o debate dos concorrentes. (Foto: G1 Rio)Marcelo Freixo (PSOL) promoveu ato na Cinelândia, no Centro do Rio, convidando eleitores para acompanhar de lá o debate dos concorrentes. (Foto: G1 Rio)