Protestos nesta segunda-feira geram colapso no trânsito da cidade
Foram quatro manifestações: servidores da prefeitura, rodoviários e moradores da região Norte do município
A manifestação começou pela manhã, na rodoviária Roberto Silveira. Os ônibus do consórcio ficaram sem circular. Os motoristas que dirigem no sentido Pecuária/centro estão impedidos de seguirem viagem pela avenida Rui Barbosa e estão sendo direcionados pela Guarda Civil Municipal para retornarem no sentido Centro/Pecuária.Quatro protestos em Campos provocaram uma espécie de colapso, principalmente no trânsito da cidade, nesta segunda-feira (4). Funcionários do transporte público – consórcio União – impediram a saída de ônibus do terminal urbano Luiz Carlos Prestes na avenida Rui Barbosa (Beira-Rio), no Centro, por volta das 13h30. Eles chegaram a esvaziar os pneus dos coletivos de outros consórcios para impedir a circulação.
A alternativa é a a rua Paul Percy Harris, no entorno da praça São Salvador. Para o motorista que vem da rua Lacerda Sobrinho, as opções são a avenida Rui Barbosa (sentido Centro/Pecuária) ou a Rua Governador Theotônio Ferreira de Araújo.
O motivo da manifestação seria o atraso no pagamento dos funcionários do Consórcio União.
A Auto Viação São João informou que seus funcionários, cientes da importância do serviço para a população, não aderiram à paralisação de rodoviários nesta segunda-feira, mas foram forçados por um grupo a parar os veículos. “Para impedir a circulação, os manifestantes esvaziaram os pneus de 16 ônibus da São João, obrigando, em alguns casos, os passageiros, inclusive crianças e idosos, a descerem e deixando os veículos no meio da rua, o que tumultuou o trânsito. Os coletivos precisaram ser recolhidos à garagem para manutenção. O serviço foi normalizado no final da tarde”, disse a empresa em nota.Outra manifestação promovida, nesta tarde, interrompeu o trânsito na avenida José Alves de Azevedo, no cruzamento com rua Tenente-Coronel Cardoso (antiga Formosa).
Pela manhã, servidores municipais bloquearam as entradas da sede da prefeitura. Em greve – que deve durar uma semana, segundo decisão em assembleia – eles revindicam melhores condições de trabalho, revisão de salários, gratificações, benefícios e carga horária. Os Serviços essenciais manterão 30% do efetivo em atividade, conforme a lei.
Os servidores revindicam reposição salarial, regência da Educação, revisão do Plano de Cargos, Carreiras e Salários e da carga horária de várias categorias, continuidade das gratificações, eleições para diretores de escolas e o retorno do plano de saúde. A superintendência de Comunicação da Prefeitura de Campos declarou, em nota, que: “A Prefeitura de Campos informa que tem conversado constantemente com todos os servidores e que, inclusive, o prefeito recebeu na última semana pessoalmente tanto representantes de sindicatos quanto de comitês formados pelos servidores. É importante ressaltar que o salário do servidor público de Campos está rigorosamente em dia, o que tem sido a prioridade da atual gestão. A Prefeitura informa, ainda, que orientou os manifestantes que impedem a entrada de servidores na manhã desta segunda-feira na sede da Prefeitura que formassem uma comissão para que fossem recebidos. No entanto, os manifestantes não aceitaram a proposta”.
Já na BR-101, na altura da localidade de Conselheiro Josino, moradores de Guandu, Morro do Coco, Espírito Santinho, Santo Eduardo, Santa Maria e Mutuca, protestaram contra a redução do número de ônibus que atendem a população. As localidades são da região Norte do município.
De acordo com os moradores, o transporte público já era deficiente, mas a Prefeitura de Campos teria reduzido ainda mais o número de coletivos nas linhas.
Por volta das 15h30 manifestantes interditaram a Ponte General Dutra e a Ponte da Lapa. Fogo foi colocado em galhos e pneus impossibilitando a passagem de motoristas para a área central e o subdistrito de Guarus.
O Jornal Terceira Via entrou em contato com a Superintendência de Comunicação de Campos, que informou através de nota que “a Secretaria de Governo informa que a Prefeitura vem se reunindo com os consórcios que atuam no transporte coletivo no município e tem buscado estar em dia com os repasses, mesmo diante das limitações financeiras e do déficit de cerca de R$ 35 milhões mensais (que em janeiro era de R$ 57 milhões), que ainda é muito preocupante para o município. Ainda esta semana, deverá ser liberado o pagamento do mês de agosto. É importante lembrar que, com a passagem a R$ 2, houve uma redução dos repasses da Prefeitura direcionados às empresas. Hoje, cabe à Prefeitura apenas pagamento de R$ 0,75 por pessoa, ou seja, menos de 1/3 do valor total da passagem, que é de R$ 2,75. Os repasses mensais estão menores, enquanto o pagamento do usuário de forma direta às empresas aumentou. A Prefeitura de Campos não foi notificada sobre a paralisação desta segunda-feira (04), mas está buscando diálogo com o Sindicato dos Rodoviários, para mostrar todas as dificuldades e o que tem sido conversado com os consórcios. Ainda sobre reivindicações, a Guarda Civil Municipal vem atuando para oferecer segurança aos munícipes, orientar o trânsito, além de guardar o patrimônio público.”
Greve – Também nesta segunda-feira (04), motoristas de ambulâncias da empresa Prime, que prestam serviço para a Prefeitura de Campos iniciaram uma greve. O movimento grevista reivindica o pagamento de salários e vale alimentação, atrasados há três e sete meses, respectivamente. No último sábado (02), os funcionários fizeram uma manifestação pelas ruas centrais de Campos.


Fernando vc perdeu toda credibilidade por cargos na prefeitura vc postou um vídeo apoiando o prefeito e ainda botando a culpa em garotinho .vc Est á de brincadeira
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