Juiz substituto nega pedido de prisão de Garotinho
Glaucenir Silva de Oliveira criticou, ainda, argumento da defesa do ex-governador, que pediu sua suspeição
Prisão de Garotinho foi pedida na semana passada pelo Ministério Público. (Foto: Pool/Fotos Públicas)
O juiz Glaucenir Silva de Oliveira negou nesta segunda-feira (5) o pedido de prisão de Anthony Garotinho, feito pelo Ministério Público (MP) na semana passada. Na última sexta-feira (2), a defesa do ex-governador havia pedido o impedimento e a suspeição do magistrado.
A defesa de Garotinho argumentou que o promotor Leandro Manhães esperou que Oliveira assumisse a 100ª Zona Eleitoral (ZE) de Campos, no lugar do titular Ralph Manhães, que está de férias, para apresentar o pedido de prisão.
Ainda de acordo com a defesa, o pedido de prisão seria “um desafio ao TSE”, que “deu liberdade de manifestação” a Garotinho. Segundo o MP, o ex-governador teria constrangido testemunhas do Caso Chequinho, inclusive a radialista a Beth Megafone, que relatou à Justiça estar sofrendo ameaças de morte.
Embora tenha negado o pedido de prisão de Garotinho, Oliveira qualificou a tese da defesa que sustenta o pedido de suspeição como “desarrazoada e destituída de qualquer fundamento fático e jurídico”.
O magistrado é o mesmo que expediu o mandado que resultou na detenção de Garotinho pela Polícia Federal (PF), em 16 de novembro do ano passado. O ex-governador é suspeito de coordenar o esquema que trocava votos em candidatos de seu grupo político ao Legislativo e ao Executivo nas eleições municipais de outubro por inscrições irregulares no Cheque Cidadão, programa social criado por sua esposa, a ex-prefeita Rosinha (PR).

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