A Folha da Manhã repercute matéria, baseada em informações, do jornalista Élio Gáspari, cujo nome é uma grife do jornalismo contemporâneo, segundo a qual, a delação já homologada do conselheiro do Tribunal de Contas do Estado Do Rio de Janeiro, Jonas Lopes, pode engolfar Garotinho e arrastar ainda mais para o fundo, o ex-governador Sergio Cabral.
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Também teria firmado colaboração premiada o advogado Jonas Lopes de Carvalho Neto, filho do ex-presidente do TCE. Em dezembro, eles chegaram a ser conduzidos coercitivamente para prestar depoimento à Polícia Federal na deflagração da operação Descontrole, resultado de investigação da força-tarefa da Lava Jato no Rio. À época, também foram feitas buscas no escritório de advocacia Lopes de Carvalho & Pessanha, além da condução de Jorge Luiz Mendes Pereira da Silva, o Doda, apontado como operador de Lopes.
Elio Gaspari informa que as colaborações já foram homologadas “e, pelo andar da carruagem, a Polícia Federal e o juiz Marcelo Bretas estão preparando o bote”.
Jonas Lopes de Carvalho Junior se tornou Conselheiro do TCE após indicação do então governador Garotinho, em 2000. Ele é advogado formado pela Faculdade de Direito de Campos e filho do criminalista Jonas Lopes de Carvalho. Joninha, como é chamado pelos amigos, já foi Procurador-geral da Prefeitura de Campos. Jonas foi presidente do TCE entre 2011 e 2016, período das obras de preparação para a Copa do Mundo e Olimpíadas, além de conduzir os processos de fiscalização das contas das prefeituras de todo o estado (exceto a capital). O filho dele, Jonas Lopes de Carvalho Neto, consta como advogado de Garotinho em diversas ações.
Na tarde desse domingo, a Folha tentou contato com Jonas Lopes de Carvalho Neto, mas não obteve êxito. A equipe de reportagem não conseguiu contato do ex-presidente do TCE.
Resposta — Em seu blog, Garotinho fez um longo relato sobre a corrupção no país e diz que não tem nada a esconder. “Não sou contra delação desde que venha acompanhada de provas, como ocorreu no caso de Sérgio Cabral, que confirmaram as denúncias que venho fazendo há muitos anos”, escreveu o ex-governador, acrescentando que “os inimigos que tenho acumulado nestes anos defendendo o povo e combatendo essa quadrilha de malfeitores que assaltou o Rio e o Brasil, podem querer — por vingança — me meter no meio”.
Condução coercitiva — No dia 13 de dezembro, Jonas Lopes, o filho e Doda foram conduzidos coercitivamente para depor à PF na operação Descontrole. Lopes, segundo delatores, teria sido um dos favorecidos pelo esquema de pagamentos paralelos nas grandes obras do Rio. (A.N.A.) (A.N.)
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