sábado, fevereiro 27, 2016

ROGÉRIO MATOSO ENTRA NO JOGO DA SUCESSÃO MUNICIPAL

O ex-vereador Rogério Matoso entra pela porta da frente no jogo da sucessão municipal. Dispara uma saraivada de críticas ao governo, liderado pelo Garotinho e, dessa forma, procura ocupar a vaga de principal opositor ao grupo que aluga o Poder.

Veja matéria no Blog Opiniões, do Aluysio Barbosa.

“Governo Rosinha é o primeiro na história a falir Campos”

Por Aluysio Abreu Barbosa


A amizade assumida com Wladimir Garotinho (PR) não impede Rogério Matoso de afirmar publicamente uma opinião corrente: o governo Rosinha (PR) faliu Campos. O ex-vereador e pré-candidato a prefeito pelo PMB cobra essa mesma independência da oposição, ao argumentar que esta critica a administração municipal, mas silencia diante aos governos estadual e federal, que considera tão ruins quanto. Ao admitir a fogueira de vaidades na oposição da qual faz parte, ele se diz aberto ao diálogo, desde que este não se dê com “muita boca e pouco ouvido”.

 

Governo Rosinha — Um governo falido! Entrará para a história por ser o primeiro governo a decretar a falência econômica do município; a dizer que está quebrado. Caótico!

Saúde Pública — Péssima! Ainda falta convocar gente do PSF (Plano de Saúde da Família), do concurso de 2008 feito pelo então prefeito Mocaiber. Rosinha barrigou em seus primeiros anos de governo, até que Nahim (DEM), como prefeito interino, e eu, como presidente da Câmara, o aprovamos em 2012. Faz muita falta, sobretudo na prevenção de doenças. Hoje, falta prioridade, Enquanto temos o Cepop, o Hospital da Baixada (São José) nunca termina as obras. Agora, chegamos ao absurdo dos prestadores de serviço do HGG, gente que vive do seu salário, terem que fazer vaquinha para comprar ar condicionado para a pediatria do hospital.

Candidato do governo — Não consigo identificar ninguém. Se vai ter um, se vai ter dois, ainda não apareceu nenhum. Talvez seja uma mula sem cabeça. Quando se fala em Chicão (PP) ou Paulo Hirano (PP), temos que lembrar que foram eles que estiveram à frente da Saúde da qual estávamos falando há pouco. Mauro é um sujeito bom, mas está sem partido (se filiou ontem, horas após a entrevista, ao PSDB). As questões têm que ser bem definidas.

Oposição — Tem seu papel. Mas quando a gente vê também um governo estadual no qual a educação não funciona, com a Escola Agrícola (Antônio Sarlo) parada, o Liceu parado; com problemas para pagar bombeiros, PMs e professores; e você não vê uma oposição com independência para reivindicar ao governador em nome da população, temos que questionar que papel é esse. A própria venda do futuro por Rosinha e Garotinho (PR), que foi ostensivamente criticada pela oposição, não mereceu nenhuma palavra quando feita por Pezão (PMDB). E o governo de Dilma? Prometeu em campanha que não ia mexer na conta de luz com a qual sangra tomo mês o cidadão, o comércio. Aparelharam o Estado para controlar de forma ditatorial o Brasil. E roubalheira generalizada na Petrobras, que afeta diretamente o coração de Campos? Os governos estadual e federal são tão ruins quanto o de Rosinha. A crítica não pode ser seletiva.

Governista travestido de oposição — É um papel horrível. Mas eu não vou ficar pautando minha atuação em relação ao adversário. Acho que a gente tem que ser coerente na crítica, sem ser seletivo. A liberdade de expressão tem que ser exercida com independência.

Amizade com Wladimir — Sempre foi meu amigo, mas nunca caminhei com ele politicamente. Acho que temos que falar de projetos, não de pessoas. Consigo respeitar a amizade, mesmo quando tenho opiniões divergentes. O governo da mãe dele é muito ruim. Campos precisa ir mais longe. Mas nossa batalha se dá nas ideias, não entre pessoas.

Diálogo — Na hora certa, vai acontecer. A oposição ainda tem que conversar muito. Não me nego a conversar com quem mais está na oposição. A gente só não pode achar que vai se unir em torno de um adversário comum. Temos que ser mais.

Fogueira de vaidades — Existe! A gente tem que falar o que realmente acontece. Para debelar suas chamas, temos que ter equilíbrio, nos reunindo em torno de um plano, de maneira coerente. Estou aí para conversar, mas desde que esteja todo mundo de guarda baixa. O que não pode é ser muita boca e pouco ouvido.

3 comentários:

  1. Candidato dos Garotinho disfarçado de oposição.O povo não é besta.

    ResponderExcluir
  2. Eu não manteria amizade com uma pessoa que segue fielmente as orientações do pai Garotinho.Se ainda só na politica mais é na vida também Sr. Matoso.

    ResponderExcluir
  3. Rafael Diniz e OLHE LÁ!

    ResponderExcluir

Deixe sua opinião