terça-feira, agosto 18, 2015

CASO MENINAS DE GUARUS: 2º DIA DE JULGAMENTO

FOLHA DA MANHÃ:


Caso “Meninas de Guarus” tem segundo dia de audiência

Com informações de Jhonattan Reis e Júlio César Barreto
Teve início às 10h desta terça-feira (18), o segundo dia de audiência de instrução do caso “Meninas de Guarus”. Os depoimentos iniciais seguiram em sigilo, com a presença das vítimas. A audiência prosseguiu com depoimento do agente do Grupo de Apoio à Promotoria, o tenente-coronel Luiz Fernando da Silva Leal. A primeira audiência iniciou na manhã de segunda-feira (17), com a juíza Daniela Barbosa Assumpção de Souza, no Fórum Maria Tereza Gusmão, em Campos.
Durante a tarde desta terça, a juíza deu continuidade aos depoimentos. Proprietários de comércio próximo ao local indicado onde supostamente ocorria encontros na área central de Campos, e funcionários de hotéis vizinhos também prestaram esclarecimentos. Como testemunhas do caso, o Ex-assessor, o ex-caseiro e também o motorista de Nelson Nahim prestaram depoimento. Um deles afirmou nunca ter frequentado casa de prostituição. Durante os questionamentos, o Ministério Público citou os dias 13, 14 e 15 de dezembro para uma das testemunhas, mas ele diz não se recordar se Nahim cumpriu a agenda nessas datas. Ainda na tarde desta terça, uma das testemunhas, a subchefe de gabinete antes e durante do mandato de Nahim, disse que não lembra se o acusado cumpriu agenda no Tribunal de Contas do Estado (TCE) no dia 13 de dezembro de 2010.
Sobre o sítio de Nahim, durante relato do ex-caseiro, entre 2008 e 2009 a casa principal ainda não estava pronta, sendo para ele, impossível alguém passar a noite ali. A casa só teria ficado pronta em maio de 2011. Ainda segundo ele, nenhuma mulher desconhecida foi vista no local.
O Ministério Público citou trechos de um depoimento em que foi afirmado entrada e saída de mulheres e homens em uma casa no Santa Rosa, mas "que os vizinhos não reclamavam pois não incomodava ninguém". Essa testemunha negou ter falado isso.
Após um curto intervalo, a juíza parou a audiência quando percebeu que uma das testemunhas usava um aparelho celular. Ela ordenou que a última mensagem fosse verificada.
Na segunda-feira, foram ouvidas as vítimas, além de testemunhas e do delegado Geraldo Rangel que, na época, iniciou as investigações como titular da 146ª Delegacia Legal (Guarus). Desde o início do processo, 17 magistrados se declararam suspeitos para julgar a ação, oriunda de uma investigação de exploração sexual de crianças e adolescentes que seriam mantidas em cárcere privado no ano de 2009. São 20 acusados no caso. Uma acusada não compareceu ao júri na manhã desta terça-feira.

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