
Não
só da falta de transporte público coletivo adequado vive a crise de
mobilidade urbana no município de Campos. Os valores gastos na
implantação de equipamentos urbanos, agravam o que já é intolerável e
ilegal por não atender a legislação urbanística local, especialmente o
Plano Diretor Participativo e a de Uso e Ocupação do Solo e conturbar o
dia-a-dia dos campistas.
Casos como o Camelódromo-Mercado Municipal-Parque Alberto Sampaio, além de várias Vilas Olímpicas, principalmente as do Parque Fazenda Grande(R. Monsenhor Severino) e a que fica localizada vizinho a Ponte Leonel Brizola(Guarus), representam equívocos urbanísticos, considerando serem polos de atração e geradores de tráfego, onde sequer há áreas para estacionamento. Neste mesmo contexto, está o iminente equipamento urbano Cidade da Criança, em obras no Parque Alzira Vargas, ao custo - inicial, qual será o final? - de R$ 10.528.918,60! Este, em particular, não só é promessa de mais um gerador de transtornos e riscos urbanos, financiado com recursos públicos, mas exemplo de violação da Memória Arquitetônica e Cultural de Campos - antecedido pela demolição do "Casarão do Chacrinha"(R. Treze de Maio), Canal Campos-Macaé- arcos em alumínio composto e cabos de aço- (Av. José Alves de Azevedo), Mercado Municipal-Camelódromo-Feira Livre(Praça Azeredo Coutinho/Av. José Alves de Azevedo) e Ponte Dr. Barcelos Martins(aviltada pela Ponte Leonel Brizola). Neste caso - Cidade da Criança - além do prédio do Parque Alzira Vargas, o seu muro, também, era elemento destinado à preservação desde o Decreto 22842/2003 de 25/05/2003. Mas mudaram tudo à revelia do COPPAM(Conselho de Preservação do Patrimônio Municipal), criado pela Lei 7527 de 19 de Dezembro de 2003, por força de TAC(Termo de Ajustamento de Conduta), principalmente após a demolição de um belo imóvel na Rua Tenente Coronel Cardoso, 536, bem patrimoniável. Porém, hoje, diferentemente(?) - apesar das considerações do Plano Diretor daquela época (2002) - há instrumentos disponíveis, mais específicos (COPPAM/Plano Diretor Participativo), para coibir atos desta forma de depredação do Patrimônio Arquitetônico e Cultural de Campos - como este do Parque Alzira Vargas(vejam as fotos) - mas o COPPAM calado e paralizado "assiste a tudo em cima do muro", como diria o poeta Cazuza. Vale lembrar, que todos estão inseridos na AEIC (Área de Especial Interesse Cultural) definida na Lei do Plano Diretor Participativo, faltando inclusive o EIV/RIV(Estudo e Relatório de Impacto de Vizinhança).
Resta saber que destino aguarda os ainda ricos Patrimônio Arquitetônico e Cultural de Campos. Quanto a mobilidade urbana: CADÊ O PLANO DE MOBILIDADE URBANA DE CAMPOS?
Abç.,
Renato César Arêas Siqueira
Casos como o Camelódromo-Mercado Municipal-Parque Alberto Sampaio, além de várias Vilas Olímpicas, principalmente as do Parque Fazenda Grande(R. Monsenhor Severino) e a que fica localizada vizinho a Ponte Leonel Brizola(Guarus), representam equívocos urbanísticos, considerando serem polos de atração e geradores de tráfego, onde sequer há áreas para estacionamento. Neste mesmo contexto, está o iminente equipamento urbano Cidade da Criança, em obras no Parque Alzira Vargas, ao custo - inicial, qual será o final? - de R$ 10.528.918,60! Este, em particular, não só é promessa de mais um gerador de transtornos e riscos urbanos, financiado com recursos públicos, mas exemplo de violação da Memória Arquitetônica e Cultural de Campos - antecedido pela demolição do "Casarão do Chacrinha"(R. Treze de Maio), Canal Campos-Macaé- arcos em alumínio composto e cabos de aço- (Av. José Alves de Azevedo), Mercado Municipal-Camelódromo-Feira Livre(Praça Azeredo Coutinho/Av. José Alves de Azevedo) e Ponte Dr. Barcelos Martins(aviltada pela Ponte Leonel Brizola). Neste caso - Cidade da Criança - além do prédio do Parque Alzira Vargas, o seu muro, também, era elemento destinado à preservação desde o Decreto 22842/2003 de 25/05/2003. Mas mudaram tudo à revelia do COPPAM(Conselho de Preservação do Patrimônio Municipal), criado pela Lei 7527 de 19 de Dezembro de 2003, por força de TAC(Termo de Ajustamento de Conduta), principalmente após a demolição de um belo imóvel na Rua Tenente Coronel Cardoso, 536, bem patrimoniável. Porém, hoje, diferentemente(?) - apesar das considerações do Plano Diretor daquela época (2002) - há instrumentos disponíveis, mais específicos (COPPAM/Plano Diretor Participativo), para coibir atos desta forma de depredação do Patrimônio Arquitetônico e Cultural de Campos - como este do Parque Alzira Vargas(vejam as fotos) - mas o COPPAM calado e paralizado "assiste a tudo em cima do muro", como diria o poeta Cazuza. Vale lembrar, que todos estão inseridos na AEIC (Área de Especial Interesse Cultural) definida na Lei do Plano Diretor Participativo, faltando inclusive o EIV/RIV(Estudo e Relatório de Impacto de Vizinhança).
Resta saber que destino aguarda os ainda ricos Patrimônio Arquitetônico e Cultural de Campos. Quanto a mobilidade urbana: CADÊ O PLANO DE MOBILIDADE URBANA DE CAMPOS?
Abç.,
Renato César Arêas Siqueira
arquiteto e urbanista
perito técnico
professor bolsista UENF




Sabe de nada inocente,aqcontece nas barbas do MP inoperante que a empresa 1001 ganhou a licitação para os transportes urbanos da nossa cidade,cique não e as empresas vão ficar na praça dando milho aos pombos hein!!
ResponderExcluirdesculpe sr. renato, mas descordo do sr. uma vez que a cidade esta cheia de casas velhas, consideradas patrimônio histórico, e esse COPPAM, que o sr se refere, não faz nada, exatamente isso o problema, ele estabelece que um patrimônio alheio, no caso o de um particular, e não faz nada, quer que o munícipe arque com as despesas de reforma ou restauração. confesso que essas casas antigas não me agradam em nada, possuo um imóvel tombado, e não acho justo gastar meu dinheiro suado para reformar algo que não tenho interesse, algo que não gera renda alguma, muito pelo contrario, so despesa, e o pior, não consigo vender pois os compradores não querem um problema como esses para eles, querem sim, o terreno para construção de algo moderno que com certeza ira gerar mais empregos que minha casa velha considerada tombada. o mundo mudou, o pq Alzira vargas era um local abandonado, perigoso, apenas consumidores de drogas frequentavam, e agora o moderno chegou, o novo chegou, vamos parar de pensamentos retrógrados e vamos viver um futuro melhor, não defendo a prefeitura, mas essa tal cidade da criança esta em sua obra criando empregos, e depois de pronto criará mais emprego que antes abandonado. nesse lado achei correto o posicionamento da prefeitura, pegou um bem publico e reformou, mas ao mesmo tempo acho injusto passar pelo que passo com meu patrimônio, próprio de direito, não posso decidir o que fazer, se acham que minha casa é de interesse histórico, que me desapropriem, que me indenize, o que não pode é que eu perca meu patrimônio em favor de terceiros, tenho família pra criar, não sou rico, sou trabalhador e me considero injustiçado e sem defesa em relação ao meu bem.
ResponderExcluirPor outro lado não intendo porque minha casa é considerada histórica, não morou ninguém importante ali, só uma família trabalhadora do centro da cidade, nesse pensamento de preservar tudo que é velho e antigo, daqui a uns 50 anos muitas casas recém construídas hoje serão consideradas históricas, no fundo acho uma palhaçada e total falta de respeito com o proprietário de direito, a perda financeira significante, que poderia melhorar em muito minha vida e de meus parentes, nunca serão superadas comparada a um empreendimento que eu fosse fazer ali em parceria com empresários( os que geram receita ao brasil), desculpa em descordar do sr., mas quando se poe o histórico por cima dos direitos das pessoas, acho isso uma total ignorância.
ASS: um injustiçado que não tem nada haver com os outros, apenas obrigação de cuidar da própria família
Prezado Anônimo das 20:12 (23/05/2014).
ResponderExcluirMe perdoe, mas se considerar injustiçado atualmente, em relação a propriedade de imóvel tombado é o que significa "pensamento retrógrado" e "total ignorância"(de conhecimento). Porém, as suas considerações são importantes e compreensíveis, assim, tentarei fazer algumas considerações para demonstrar:
1-- O imóvel é tombado por suas características históricas ou por estar inserido em contexto urbano de importância histórica. Nada tem a ver com algum personagem histórico ter habitado nele;
2-- Desde o Estatuto das Cidades(L.10257/2001), existem instrumentos para proporcionar renda aos proprietários de bens tombados, são a outorga do direito de construir, associado a transferência do potencial construtivo, que permite a pessoas como o sr. de auferir os lucros do mercado imobiliário, poder econômico, em "parceria com empresários". Isso está disposto em Campos pelo Plano Diretor Participativo(L.7972/2007 - Art.:249 a 264, com Zoneamento Urbano definido no Anexo I, Mapa 09;
3-- Concordo na revitalização de espaços urbanos, mas no caso em questão, houve total desrespeito ao lei de preservação do Patrimônio, cujo o COPPAM deve emitir parecer - que parece não ter havido - , também, não houve Audiência Pública e não foi feito Estudo de Vizinhança(EIV/RIV) - obrigatórios por Lei - que apontariam certamente equipamentos para resolver alguns problemas previsíveis, como: espaço para estacionamento de veículos( inclusive os de excursões escolares), áreas de amortecimento em relação ao tráfego da Av. 28 de Março, vias de acesso seguras e acessíveis no entorno, elementos que não impedissem a contemplação do Patrimônio, dentre outros;
4-- As colocações que faço não é para atender aos "interesses das pessoas" e sim o público, coletivo, aos da cidade, dos quais nós, pessoas, fazemos parte.
5-- Campos é a segunda cidade no Estado do Rio de Janeiro em quantidade de Patrimônio Arquitetônico Eclético, atrás somente da Cidade do Rio de Janeiro e isso, prezado sr., significa capital, dinheiro a ser gerado pelo turismo, ao qual o sr. pode ter acesso para ter uma vida melhor, junto de sua família, conforme a sua justa pretensão. Vivemos na verdade uma crise de falta de competência em gestão pública, que gasta mas não investe.
6-- É necessário que pessoas dignas como o sr. questionem, inclusive postagens como essa, permitida pelo Blog, para transformar esta cidade para melhor, de acordo com os interesses de seus moradores, não de grupos políticos. São quase trinta anos de decepções e frustrações, de uma cidade que não evolui.
A QUEM BENEFICIARÁ ESTE PROJETO DESNECESSÁRIO E DE EXTREMO MAU GOSTO QUE COM CERTEZA SERÁ CONVITE AOS MARGINAIS EM SEU ENTORNO.CAFONICE SEM PRECEDENTE
ResponderExcluirDISNEY DOS POBRES????COMPLEXO DE PRINCESA????? SÓ FREUD PARA EXPLICAR ESTE CASTELO CAFONA
ResponderExcluirsr. renato, meu pensamento a respeito ao patrimônio histórico é que hoje o COPPAM não faz nada, e por não fazer nada prejudica os proprietários de imóveis considerados importantes e tombados, a renda que o sr. se refere a imóveis históricos, nunca cobrirá os custos ou benesses da venda para terceiros, apenas acho injusto retirar o meu direito de fazer o que EU quiser de um PATRIMONIO MEU, cada um faz o que quer com seu dinheiro ou bem, mas nesse caso o COPPAM por não fazer nada, acaba colocando valor de um imóvel histórico superior aos direitos de propriedade e bem estar de uma família, cuido com todo carinho e amor de minha família, faço o que for por ela, e por considerarem de interesse histórico o meu bem, acabo sendo prejudicado, pois as normas ou leis em relação a preservação de bens históricos não beneficiam em nada o proprietário, muito pelo contrario, apenas penalizam os proprietários, PENSO ASSIM, SE O COPPAM NAO FAZ NADA, QUE ME LIBERE PRA FAZER O QUE QUISER, e cá pra nós, nunca vi patrimônio histórico gerar receita significante aos proprietários, são leis como essa que atrasam o BRASIL, onde tudo é difícil e burocrático, os empreendimentos que impulsionariam o pais pra frente, com EMPREGO, RENDA, etc, ficam prejudicados, como ex, minha casa VELHA, ninguém importante morou nela, apenas tem fachada da época, e dai? agora se derruba-la, e se erguer um edifício de moradias ou comercial, geraria mais receita ao município que minha velha casa, historia não enche barriga, sonho não enche barriga, passado ano enche barriga, e com os órgãos competentes tratando como tratam os patrimônios alheios, demonstrando total desinteresse, penso que deveriam liberar para o futuro prosperar, e não injustiça trabalhadores e proprietários, repito, se um bem meu é de interesse histórico, que me indenizem por ele, caso contrario me liberem para exercer meu direito de propriedade. Meu pai de 79 anos é dono como eu desse imóvel, já esta com mais metade de sua vida, esta sendo privado de ter uma vida melhor por não achar comprador para esse bem dele, pois todos que se interessam querem jogar no chão e construir um novo, pois o terreno é no centro da cidade e vale muito bem, caso retirassem da lista de prédios tombados, no outro dia a venda estaria feito, com esse dinheiro, COM TODA A CERTEZA DESSE MUNDO, ELE TERIA UMA VIDA BEM MELHOR, POIS HJ SUA APOSENTADORIA É IRRISORIA, CABENDO A MIM AJUDAR, quem paga essa conta? a sociedade? o COPPAM? o sr? o município? NAO, quem paga sou eu e ele, que estamos sendo lesados em nossos direitos, inclusive de qualidade de vida, que pais e esse? que lei e essa? que sobrepõe uma bosta de historia sobre a vida humana, de uma família normal, sem luxos e que contribuiu em muito com o município.
ResponderExcluirQUEM PAGA A CONTA ?NAO RECEBEMOS NADA, MUITO PELO CONTRARIO, QUEREM TIRAR DINHEIRO DE COMIDA E REMEDIOS NOSSOS, PARA QUE PRESERVAMOS A CASA DE ACORDO COM A LEI, que se explodam os patrimônios históricos, que se danem, ninguém passa o que o vizinho passa, ninguém pode obrigar ninguém a fazer nada, vergonha é ver casas velhas no centro, sem sentido algum, algumas ate preservadas, e mendigos dormindo nas calçadas, filas em hospitais, morte por descaso. sacanagem esse é o nome, sacanagem essa porcaria de patrimônio historico