quarta-feira, agosto 19, 2015

MENINAS DE GUARUS: CHEGOU A HORA DA SENTENÇA

FOLHA DA  MANHÃ:


Caso “Meninas de Guarus” tem segundo dia de audiência

Jhonattan ReisJúlio César BarretoMarcus Pinheiro
Foto: Michelle Richa 
A juíza Daniela Barbosa Assumpção de Souza encerrou terça-feira (18) por volta das 20h, no Fórum Maria Tereza Gusmão, a oitiva de testemunhas, vítimas e acusados no caso “Meninas de Guarus”, oriundo de uma investigação de exploração sexual de crianças e adolescentes que seriam mantidas em cárcere privado no ano de 2009, em Campos. A contar desta quarta-feira (19), o Ministério Público Estadual (MPE) e a defesa terão o prazo de 10 dias para apresentar documentos de relevância, dentre elas, provas técnicas, perícias da Polícia Civil (PC). Ao final dos próximos 25 dias, a juíza terá de um a 10 dias para deliberar a sentença.
Empresários, políticos e policiais são acusados de participação no caso. Na audiência de terça, um dos 20 réus não foi ouvido devido à ausência de testemunhas de defesa no domicílio, sua interrogação correrá em processo paralelo e as testemunhas escutadas por meio de carta precatória.
Todos os acusados negaram envolvimento no caso. O ex-presidente da Câmara de Campos, Nelson Nahim afirmou que conhecia alguns dos acusados de participação no caso, mas disse que nunca tinha visto as vítimas. O político atribuiu o envolvimento do seu nome a “perseguições políticas”. Em outubro do ano passado, Nahim chegou a ser preso por, supostamente, ter tentado atrapalhar as investigações. Além do político, outros cinco acusados também chegaram a ser preso no ano passado.
Proprietários de comércio próximo ao local indicado onde supostamente ocorriam os encontros na área central de Campos e funcionários de hotéis vizinhos também prestaram esclarecimentos.
Já no início da noite, três policiais militares, um empresário, além de outros dois acusados prestaram seus depoimentos. Os policiais, que atualmente estão lotados em diferentes setores, negaram as acusações e alegaram desconhecer prostíbulos, motéis e garotas de programa.
Delegado e vítimas foram os primeiros a falar
A oitiva dos depoimentos teve início na segunda-feira (17). Foram ouvidas as vítimas, além de testemunhas e do delegado Geraldo Rangel que, na época, iniciou as investigações como titular da 146ª Delegacia Legal (Guarus).
Desde o início do processo, 17 magistrados se declararam suspeitos para julgar a ação, oriunda de uma investigação de exploração sexual de crianças e adolescentes que seriam mantidas em cárcere privado no ano de 2009.
O caso das “Meninas de Guarus” ganhou repercussão em junho de 2009, quando a Polícia Civil descobriu um ponto de exploração sexual e prendeu em flagrante o proprietário do imóvel, além de ter libertado cinco mulheres, sendo três maiores e duas menores de 16 e 17 anos. A Folha da Manhã publicou com exclusividade a história de prisão e cárcere privado de menores em um hotel e pousada, no Parque Santa Rosa.

2 comentários:

  1. Que sejam punidos os culpados .
    Estamos no séc XXI e Campis está situada na região mais desenvolvida dobpaís!
    Cadeia aos culpados salafrários !

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  2. O Projeto de Lei do Senado nº 552 de 2007, de autoria do Senador Gerson Camata e relatoria do Senador Marcelo Crivella, que institui da castração química de PEDÓFILOS iria ser aprovado na CCJ em 29 de setembro de 2009 para ser encaminhado ao plenário do senado após anos de discussão. Más, o na época senador Flávio Arns(PT-PR na época e chegou à ser vice-governador do Paraná pelo PSDB na primeira gestão do Beto Richa e hoje é secretário estadual de assuntos estratégicos do governo do do Paraná) manobrou pedindo através de um requerimento aprovado pela bancada de esquerda que comandava a CCJ na época o encaminhamento do projeto para a Comissão de Direitos Humanos para que ela desse um parecer sobre o projeto.
    No dia 09 de junho de 2010 o projeto seria aprovado pra ser encaminhado para a CCJ para ser aprovado e levado ao plenário do Senado, porém novamente através de manobras parlamentares, más dessa vez do na época senado José Nery(Psol-PA, hoje sem mandato) aprovou(novamente com o apoio da bancada de esquerda) um requerimento solicitando uma conferência com membros de 7 organizações diferentes para só depois o projeto ser devolvido à CCJ, o que acabou resultando em seu arquivamento em 02 de fevereiro de 2011 pois essa conferência jamais aconteceu. Era só um meio de barrar o projeto que todas as pessoas de Bem queriam ver aprovado. http://www.senado.gov.br/atividade/materia/detalhes.asp?p_cod_mate=82490

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