Veja matéria do Jornal Terceira Via:
Em resposta à proposta do governo, professores começam greve em Campos
A paralisação prossegue até quarta-feira (20) com previsão de ser ampliada por tempo indeterminado
Professores se vestem de preto em protesto contra o governo municipal e iniciam paralisação em Campos. Nesta segunda-feira (18), educadores de creches e escolas saíram das salas de aula para reivindicarem melhores condições de trabalho, porteiros, auxiliares de sala e de limpeza para as escolas da cidade. Além de reajuste salarial, plano de saúde e redução de 1/3 da carga horária.
Os trabalhadores desmentiram informações contidas em uma matéria publicada no site da prefeitura, no último sábado (16), na qual o secretário de Administração e Gestão de Pessoas, Fábio Ribeiro apresentou medida de valorização do servidor municipal como um 'cala boca' para os professores da rede.
O secretário informou na matéria postada, os professores da rede municipal de ensino poderão ter um aumento de 100% em gratificação a ser aumentada a regência, por presença em sala de aula, de R$ 150 para R$ 300. Fábio ainda reforça dizendo que o salário dos professores de Campos tem valor superior ao do piso nacional e que a categoria foi a primeira a ser contemplada com a implantação do Plano de Cargos e Salários, em 2010, benefício que agora foi estendido aos demais servidores.
O aumento de 100% foi desmentido pelos professores que alegaram que a regência só é dada para os educadores que são classificados como professores regentes, ou seja, trabalham com as crianças do G1 ao 5ª ano, cujo número de profissionais é reduzido. Eles afirmam que o valor da regência é de 10% do salário do servidor e que os valores e R$ 150 para R$ 300 publicados não correspondem.
“Percebemos a matéria como uma ameaça para os que aderissem à greve e também como forma de manipulação da sociedade. Somente um grupo pequeno de professores recebe a regência. Buscamos benefícios para toda classe. Na quarta-feira a noite terá uma assembleia onde decidiremos se entraremos em uma greve por tempo indeterminado. Estamos lutando por melhores infraestruturas nas escolas do município e por nossos direitos trabalhistas que são garantidos por lei. A propaganda oficial é muito linda, mas a realidade é muito diferente”, declara o professor Helmar Oliveira da Escola Santo Antônio, do Jardim Carioca.
Reivindicações – Os professores estão reivindicando Plano de Cargos e Salários total, reajuste salarial, reposição das perdas salariais, condições dignas de trabalho, retorno do Plano de Saúde e vale-transporte, que estão suspensos há quatro meses, para todos os servidores; Auxílio Alimentação no valor de R$ 500; redução da carga horária em 1/3; e a incorporação da gratificação nos salários dos profissionais.
Segundo os professores, a Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Esportes (Smece) enviou funcionários as unidades de ensino para solicitarem dos diretores uma lista com os nomes dos professores que aderirem à greve.
“Logo no início da manhã um representante da prefeitura veio a nossa escola e solicitou dos diretores uma lista com o nome de todos os professores que aderirem à greve. Eles vão entregar na secretaria de educação para perdermos nossos direitos. Entre eles a regência. Esse tipo de conduta pode ser considerado até mesmo como assédio moral” revela Cristiane Barreto Castro, professora da Escola Santo Antônio, do Jardim Carioca.
Na Creche Escola Zumbi dos Palmares, no Parque Santa Rosa, a ex-funcionária terceirizada da prefeitura Elizabeth de Oliveira Cruz, de 52anos, que foi demitida em janeiro é quem faz a limpeza da unidade escolar sem receber nada em troca. “Eu venho visitar as crianças e os professores sempre que posso. Hoje cheguei aqui e vi todo esse lixo na frente e resolvi ajudar. Fiz de bom agrado. Tirei o lixo e limpei o banheiro das crianças por amor a elas”.
A paralisação prossegue até a próxima quarta-feira (20) com previsão de ser ampliada por tempo indeterminado.
O Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe) divulgou que 70% das escolas e creches da rede municipal de Campos aderiram à greve.
Em nota, a assessoria do governo municipal informou que nesta segunda-feira (18) 70% das creches e escolas da cidade tiveram aulas normais.
“O salário pago pela Prefeitura de Campos aos seus professores supera o estabelecido em piso nacional. Em Campos, profissionais da educação contam com um Plano de Cargos e Salários desde 2010 e vários benefícios foram alcançados. Recentemente, com mais de 70% dos professores fora das salas de aula, a prefeitura anunciou mais melhorias, a fim de estimular a categoria. Entre os benefícios, o aumento de 100% da regência e a criação do Fundo Municipal de Assistência, que garantirá assistência médica e hospitalar a todos os servidores públicos, inclusive aos professores e demais profissionais da Educação. Levantamento da Secretaria de Educação, Cultura e Esportes (Smece), nesta segunda-feira (18), apontou que apenas algumas unidades escolares tiveram o funcionamento alterado, com aulas normais em mais de 70% das escolas e creches”.
Maria Fernanda Manhães Crispim

Parabéns professores !
ResponderExcluirVocês dão guerreiros!
Vocês merecem consideração !
Cidadãos campistas de bem estão com vocês!!!!
Toda a população de Campos tem que se vestir de preto em apoio aos servidores.
ResponderExcluirBom para acabar com toda controvérsia, seria bom que o pessoal da educação e outros mostrassem seus contracheques,ai veremos quem fala a verdade.
ResponderExcluirParabéns, professores!
ResponderExcluirA família Garotinho/Rosinha está usando da mesma politica quando governou o Estado do Rio . Listas nominais dos grevistas. É isso que sabe fazer: perseguir.
É a politica dessa família que se perpetua no poder há mais de 20 anos.Política de perseguição.
Não quero me identificar pois tenho medo de perseguição. Essa listagem com o nome dos servidores grevistas é verdadeira. Realmente pediram aos diretores das escolas e creches. Acho isso um absurdo! Parece que voltamos ao tempo da ditadura. Vão fazer o que com esses nomes? Cortar o ponto? Perseguição?
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