A reforma administrativa que a atual governante de Campos está fazendo depois de seis anos e três meses de governo, não a isenta dos desmandos financeiros e dos prejuízos aos cofres públicos do município com a sua "política venezuelana".
Reduzir o número de secretarias para 10 eliminando 20 pastas, demitir mais de três mil terceirizados e de corte nos cargos com gratificação como justificativa que está fazendo o dever de casa para se adaptar a crise da queda dos royalties do petróleo, são medidas paliativas sem mudanças de rumos no curto prazo para criação de emprego e de geração de renda.
Durante este período entrou no caixa da prefeitura mais de R$ 15 bilhões. Em 2013, R$ 2.5 bilhões foram gastos nas mesmas políticas que marcam a gestão da prefeita. Em 2014 o valor deve chegar a R$ 2.7 bilhões. Comparando com receitas correntes do município de Niterói, o valor de receitas de Campos supera em mais de R$ 900 milhões sem criar um único emprego na atividade industrial.
Como citamos no último artigo publicado na Folha da Manhã, comparando Niterói, Santos com Campos, a receita do município chega a R$ 5 bilhões a mais do que as duas cidades com praticamente a mesma população e com infraestrutura de Saúde e da Educação incomparável com os serviços ofertados na cidade campista.
As medidas a serem tomadas pela prefeita com a redução de secretarias e de corte nas gratificações ludibria a população da cidade enganando, sob a argumentação de que a queda do preço do barril do petróleo no mercado internacional é a variável que explica o fracasso da política implantada pela prefeita e pelo secretário de Governo. A cidade pode ser administrada com R$ 1.6 bilhão dentro dos padrões de governança de Niterói e de Santos, se políticas de cunho produtivo ocupassem o lugar de programas do ‘dandismo’ que fomenta a perpetuação da família no poder.
As denúncias de compras com dispensa de licitação e o rombo no caixa da Prefeitura com aplicações de R$ 110 milhões em títulos públicos no mercado financeiro - denunciado pelo vereador Marcão do PT-, comprava o fracasso da gestão dos Garotinhos que há 30 anos domina a oligarquia política em rotatividade no comando da cidade.
A população em 2016 tem a oportunidade de mudar a história política da cidade, se a oposição conseguir unir-se, num amplo acordo com as lideranças dos partidos e apoio da sociedade civil organizada, com chancela do Governador Pezão caminhando junto nas eleições de 2016, em torno de um único candidato de oposição no segundo turno.
As pesquisas internas dos partidos mostram que mais de 70% da população deseja mudanças. O cansaço da curva do poder da família é comprovado em pesquisas que estão na rua a ser concluída até o final de semana.
A família não tem sucessor e plataforma de campanha que seduza o eleitorado. O ‘coquetel de políticas populistas’ em estilo de Hugo Chaves e de Maduro se esgotou como pauta para debate com a oposição que têm baterias de denuncias do desmando na gestão da atual prefeita.
É inimaginável um candidato da prefeita em debate justificar os indicadores da Educação que coloca a cidade no ranking comparável a municípios do interior do Maranhão. Como justificar a renda média da população de R$ 1.800 numa cidade que recebe os maiores valores de repasses dos royalties do petróleo. Como justificar compra de merenda escolar com empresas fora da cidade, no Rio Grande do Sul. Como justificar 1.714 cargos com gratificação durante seis anos de governo. Um funcionário com gratificação para cada 280 habitantes. Como justificar que Campos é a cidade que tem o menor gasto com Educação com receita média de R$ 2.5 bilhões. Como justificar pagamento de despesas judiciais no primeiro semestre de 2014 no valor de R$ 14 milhões. Como justificar o empréstimo com o Banco do Brasil para cobrir déficit de caixa. Como justificar o valor pago as empresas de ônibus que ofertam serviços de péssima qualidade a população. Como justificar os gastos com shows em carnaval fora de época. Com esta plataforma, o candidato da família só vai para o segundo turno se oposição não for representada nas eleições de 2016 com um leque de nomes que a sociedade campista, unida, tenha a oportunidade de escolher um candidato que sua trajetória não esteja marcada nos corredores dos tribunais de justiças.
As perdas são irrecuperáveis decorrentes da política irresponsável do modelo venezuelano implantado pela Prefeita e pelo secretário de Governo em Campos.
Wilson Diniz e Ranulfo Vidigal, economistas e analistas políticos.
Com certeza que a maioria da população quer mudanças em 2016,o que mais se ouve é a insatisfação do povo com esse governo,e até pessoas que os defendiam, hoje os despreza,agora precisa saber que candidato será esse,porque hoje está contra ,mas amanhã só Deus sabe, sei de pessoas que antes tinham ojeriza e hoje estão comendo no mesmo prato.
ResponderExcluirFernando é lamentável que ante os desmandos que foram perpetrados em Campos nos últimos anos sob a direção do casal que está no comando, condutas sem nenhuma finalidade prática sejam observadas. Fundiram Secretarias, mas os apaniguados ficaram engajados nas mesmas, nenhum cargo foi retirado, apenas pela fusão se adequou o que era DAs 1, para Das, 2, que em síntese não traz nenhuma vantagem de relevo para os cofres públicos. Mas, pasme o mais grave disso tudo é ver que a Sra. Prefeita (ainda está no comando ou só assina das determinações do secretario de Governo seu marido, que caiu de paraquedas na Prefeitura após ser fragorosamente derrotado no Governo do Estado) não está respeitando a CF e está de forma arbitrária retirando do contracheque de servidores municipais direitos adquiridos aos longo dos anos, inclusive de aposentados que não recebem salários e sim proventos que é o somatório das parcelas adquiridas durantes anos a fio de labor prestado ao Município. Joga para a plateia como joga que é o pobrezinho de uma só casinha na Lapa, quando ostenta um vida que nada tem haver com a sua fala. É preciso mobilizar a sociedade Campista, e nesse momento não é tão difícil, pois ele conseguiu brigar com a classe médica, com os Procuradores Municipais, os aposentados, e muitos outros servidores que recebiam gratificação de função por muitos anos. Agora chega a meu conhecimento, não sei se é verdade, que esse senhor aos brados determinou ao Procurador Geral que fizesse uma devassa na folha de pagamento dos fiscais da Prefeitura, inclusive os de Rendas e cortasse gratificações, direitos, sem respeitar direito adquirido, nem mesmo recebimentos decorrentes de decisões judiciais com trânsito em julgado. Estamos na Venezuela, onde se rasga a Constituição? ou em Campos dos Goytacazes onde o supremo mandatário investido na função de Chefe do Executivo não foi eleito para tal mister. É preciso urgentemente dar um basta nesse situação, ou não sei onde vamos parar. Saudações.
ResponderExcluirSerá que essa perda é só na prefeitura de campos? ainda bem que nossos municipios vizinhos estão a mil maravilhas...
ResponderExcluirSe perderam e porque muitos e muitos anos desdenharam do orçamento próprio, gastaram o que não devia, não se preocuparam com a população, só com os seus próprios umbigos. A população que paga todos esses desmandos. Não se mede ganhos nivelando por baixo.
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