domingo, abril 12, 2015

OS OUTROS, CADÊ OS OUTROS?

Todos nós temos um lado, uma preferência,  uma tendência.

Todos, com exceção dos hipócritas, cuja expressão vem das máscaras usadas pelos atores gregos, na antiguidade. Aqueles que são o que não são.

Replico matérias sobre o impeachment da presidente Dilma, mas sou contra seu afastamento, já disse isso mais de uma vez.

Nunca uma governante, na história recente do País, conviveu com tamanha exposição das vísceras do seu governo. Nunca uma administração foi tão devassada, tão revelada de dentro pra fora, tão exposta por agentes internos e externos, alguns sob o instituto da delação premiada. E uma caterva restou presa. Faltam mais.

Agora, diga francamente, que governo sairia ileso de tamanha e  deliberada radiografia?

Que governo  resistiria à profilática e necessária invasão, sem,  sequer, o apoio dos seus aliados no Congresso Nacional? Bando de tartufos e chantagistas.

Sem um único aliado na mídia alugada.

Que governo aguentaria tamanha pressão?

O maior inimigo da presidente não é quem está nas ruas, este está legitimidado pela cidadania, que não pode servir só a um segmento. O protesto, seja de quem for, tem que ser respeitado. O maior inimigo de Dilma está na sombra da chantagem oficial do Parlamento, no compadrio viciado do partido e das corporações necrosadas, no stalinismo moreno, na obtusidade do pensamento dominante da "companheirada" e, do outro lado, da fome pantagruélica da grande mídia que nunca se satisfaz.

Enquanto Dilma segura a onda e promete um Estado mais limpo e enxuto, após o temporal, milhares de gestores menores, cínicos e comprometidos até a medula, se fingem de mortos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Deixe sua opinião