Assim determina a Lei 12587/2012:
"Art. 24: Os municípios que não tenham elaborado o Plano de Mobilidade Urbana na data de promulgação desta Lei terão o prazo máximo de 03 (três) anos de sua vigência para elaborá-lo. Findo o prazo, ficam impedidos de receber recursos orçamentários federais destinados à mobilidade urbana até que atendam à exigência desta Lei.
Art. 28: Esta Lei entra em vigor 100 (cem) dias após a data de sua publicação.
Brasília, 3 de janeiro de 2012; 191º da Independência e 124º da República."
Com início do vigor em 13 de abril de 2012, está, portanto, se esgotando hoje, 13 de abril de 2015, o aprazado para a elaboração do Plano de Mobilidade Urbana nas cidades brasileiras com mais de 20.000 (vinte mil) habitantes. Com o audacioso propósito de inverter a lógica da mobilidade urbana, estabelecida no país desde a década de 1950, que privilegia os automóveis, a referida Lei aponta caminhos diferenciados onde os pedestres e os meios não motorizados, como as bicicletas, terão prioridade na mobilidade, idem para o transporte coletivo, sobretudo que esta - mobilidade - seja de caráter inclusivo e que haja, também, estacionamentos públicos e privados disponíveis, com rotatividade. Estes objetivos, estão claramente definidos na lógica de sustentabilidade que norteia os planejamentos urbanos atualmente.
Segundo o coordenador do Movimento Nacional pelo Direito ao Transporte Público de Qualidade, Nazareno Stanislau Affonso: “Atualmente, a política de mobilidade do País dá prioridade ao uso do automóvel, que é uma proposta excludente. O que essa lei fala é que agora a prioridade deve ser dada a veículos não motorizados, a calçadas, ciclovias, ao transporte público e à integração do automóvel a um sistema de mobilidade sustentável”.(http://www.brasil.gov.br/
A Lei, ainda afirma que o Plano de Mobilidade Urbana, deverá estar integrado, compatibilizado ou inserido nos Planos Diretores das cidades que se enquadram na exigência. Consagrando, mais uma vez, o Plano Diretor como instrumento básico de desenvolvimento. Sabe-se que algumas cidades brasileiras iniciaram ou concluíram os seus Planos de Mobilidade Urbana (ver infográfico: http://www.greenpeace.com.br/
Campos dos Goytacazes/RJ, se enquadra nos 70% (setenta por cento) que não elaboraram o Plano de Mobilidade Urbana, mas, supostamente não se enquadra na justificativa para a prorrogação do PL 7898/2014: "A escassez depessoal qualificado para realizar o trabalho, aliado a problemas financeiros que atingem grande parte do nossos municípios tem trazido uma imensa dificuldade para elaboração dos planos de mobilidade. Além disso, os municípios estão pressionados por outras demandas de planejamento incluídas na legislação federal recentemente, como, por exemplo, o plano municipal de resíduos sólidos – Lei nº 12.305/10 – e o plano municipal de saneamento – Lei nº 11.445/07. Muitos municípios, em razão das dificuldades citadas, ainda não conseguiram elaborar nenhum dos referidos planos." * GRIFO NOSSO.
Em destaque, os quatro argumentos, caem por terra aqui neste "exemplo" de município com a administração pública "premiada" e pessoal "especializado" contratado ou à disposição nas secretarias afins. Só para mencionar, a TECTRAN foi contratada por R$ 2,7 milhões de reais (http://www.imprensaoficial.
Quanto aos "problemas financeiros", segundo as contratações feitas dos "especialistas", acima, isso também não deve ser problema;
Já o "Plano Municipal de Saneamento e Resíduos Sólidos", foi apresentado em Audiência Pública no dia 29 de novembro de 2013, conforme (http://www.campos.rj.gov.br/
Assim, caros conterrâneos e moradores, a nossa cidade ficará preterida de usufruir de parte dos R$ 90 Bilhões de Reais para aplicação em Mobilidade Urbana (http://www.cnt.org.br/
Cadê o Plano de Mobilidade Urbana de Campos dos Goytacazes/RJ ?
Renato César Arêas Siqueira
arquiteto e urbanista
perito técnico
professor bolsista UENF
Cidade ridícula,comandada por roceiros.Sabe quando vai sair a Mobilidade? Nunca!
ResponderExcluirFalta pouco para perguntarmos cadê Campos!
ResponderExcluirPoucos são meus arrependimentos,afinal,interpreto nossos erros como inexperiencias .
Mas alguns são tão desastrosos e causam tão mal que acabam nos doendo.
Um dos erros que mais me doem foi ter votado numa porcaria nanica(em todos os sentidos),lá no final dos anos 80.
Queria o bem de minha terra,e ajudei ,única e exclusivamente com meu voto desinteresseiro,joga-la nesse lodaçal nojento!