(Reflexões pessoais)
Fanatismo é o irrefreável impulso daquele que segue doutrinas às cegas, sejam políticas ou religiosas. O fanatismo torna o indivíduo menos racional. Devido à enorme deficiência educacional, o Brasil é formado por uma população infantilizada e narcisista. Por isso muito suscetível ao fanatismo. Esta afirmação é dura, eu sei, mas é sincera.
Para quem não é fanático, a acreditar não é um ato de vontade, ele vem do recôndito mais íntimo, das intensas conexões bidirecionais entre o córtex pré-frontal e o tálamo, amígdala e outras estruturas subcorticais. O ato de acreditar nasce da necessidade de adaptação à realidade. Se eu pudesse escolher livremente aquilo em que acredito, preferiria acreditar, por exemplo, na existência de alguma forma de providência infinitamente amorosa que zelasse pelos nossos destinos pessoais e coletivos; preferiria acreditar na perenidade da alma após a morte, na recompensa dos justos e na punição dos perversos. Contudo não creio.
Para quem não é fanático, a acreditar não é um ato de vontade, ele vem do recôndito mais íntimo, das intensas conexões bidirecionais entre o córtex pré-frontal e o tálamo, amígdala e outras estruturas subcorticais. O ato de acreditar nasce da necessidade de adaptação à realidade. Se eu pudesse escolher livremente aquilo em que acredito, preferiria acreditar, por exemplo, na existência de alguma forma de providência infinitamente amorosa que zelasse pelos nossos destinos pessoais e coletivos; preferiria acreditar na perenidade da alma após a morte, na recompensa dos justos e na punição dos perversos. Contudo não creio.
Querer acreditar não basta. Há muito pouco em comum entre aquilo em que se pode acreditar — o domínio do crível — e aquilo em que se tem vontade de acreditar — o domínio da fé. Por mais que isso fira o nosso conforto psicológico, o desejo de acreditar não deve subjugar o impulso de investigar e descobrir.
Leia tudo aqui:
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Deixe sua opinião