domingo, novembro 09, 2014

CONTINUA GREVE DOS RODOVIÁRIOS

Ururau:

Mesmo com reajuste de 7%, rodoviários permanecem em greve, em Campos

Categoria alega que dissídio coletivo não foi publicado em Diário Oficial
 Carlos Grevi

Categoria alega que dissídio coletivo não foi publicado em Diário Oficial

Os munícipes de Campos que dependem do transporte coletivo, ainda vão enfrentar dificuldades de locomoção, isto porque a greve dos rodoviários não foi encerrada como era esperado. Apenas 60% dos funcionários estão trabalhando [ou seja 40% da frota] e a situação deve permanecer por alguns dias.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Cargas e Passageiros de Campos, Roberto Virgílio, explica que a greve está mantida, pois a assembleia que discutiria o reajuste de 7% determinado, no dia 3 deste mês, pelo Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro (TRT-RJ), foi suspensa, uma vez que não houve a publicação do dissídio em Diário Oficial.
“Esperávamos que a publicação acontecesse na sexta-feira. A categoria precisa discutir se vai recorrer ou não da decisão, mas para isso precisa conhecer o teor da decisão”, disse Virgílio.
Os rodoviários reivindicavam o aumento de 17%, mas esperava que o TRT fixasse o reajuste em pelo menos 10% que foi o concedido para a categoria na grande capital fluminense.
“O dissídio é muito pequeno. Assim que sair a publicação vamos consultar o jurídico para saber se a suspensão da greve será imediata e o que podemos fazer”, completou.
Enquanto aguarda pela publicação, os rodoviários estão mantendo em circulação apenas 40 % da frota como determina uma liminar expedita também pelo TRT em 29 de setembro, mesmo dia em que a categoria havia iniciado a mobilização. A medida atendeu ao pedido do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Campos (Setranspas) que questionou a legalidade da greve.
A paralisação dos rodoviários foi para reivindicar reajuste de 17% plano de saúde, além de outros benefícios, como cesta básica e uniforme gratuito, já que atualmente a vestimenta é paga pelos funcionários. Essas reivindicações já vinham sendo negociadas desde março, mas o sindicato patronal e categoria não chegaram a nenhum acordo, ficando a cargo do Tribunal Regional do Trabalho a julgar dissídio coletivo.
O dissídio foi julgado na noite de segunda-feira (03/11). Na ocasião o desembargador Celio Juaçaba Cavalcante, fixou em 7% o reajuste salarial, em consonância com parecer do Ministério Público do Trabalho. O aumento para os rodoviários do município é retroativo a 1º de março deste ano.
Considerando o percentual baixo, motoristas e cobradores das empresas que atuam no município cruzaram os braços na última quarta-feira (05/11), mas retomaram as atividades (60% dos funcionários). 

2 comentários:

  1. Está me cheirando a Lockout. Praga motorista ônibus do MP

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  2. e a licitação do transporte, não terminou?

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