Esta simpática peça do mobiliário urbano representa o início da democratização da telefonia no Brasil, o popular "orelhão". Começamos tarde. Na América do Norte, por exemplo, o telefone de rua era guardado dentro de cabines, nas calçadas. Além de portar o aparelho telefônico, servia também de guarda roupa do Super Homem, era ali que Clark Kent tirava o terno e vestia o colant, com a cueca por fora. Era o início da década de 50 do século 20. Na Inglaterra eram cabines mais elegantes, todas pintadas de vermelho.
Aqui no Brasil o nosso "orelhão" é tão simples, quanto eficaz . Tem o inconveniente de não garantir qualquer privacidade, mas foi e é indispensável, principalmente, nos lugares mais distantes desse país continental.
Hoje, com o advento da telefonia celular e sua escrachada popularização, o simpático "orelhão" está com os dias contados. Mas foi útil enquanto foi necessário.

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