(Republicado para tentar sensibilizar o Definitório da Santa Casa de Misericórdia de Campos a mandar erguer um marco histórico para que não se perca a referência do velho prédio, que incluÍa uma igreja, um hospital e um cemitério)
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| Edifício-garagem construído pela Santa Casa, no local onde havia a Igreja e o Hospital |
Em Campos, o passado não manda lembranças. Há alguma sinalização oficial da casa onde morou Patrocínio? Onde funcionou o jornal libertário 25 de Março, de Lacerda? Onde era a praça do Rocio, local de suplício de escravos? Onde morou Nina Arueira? Há alguma referência física – um monumeno - sobre os mortos no comício integralista de 1937? Não!
Agora a Santa Casa de Misericórdia de Campos constrói um edifício-garagem bem no centro velho da cidade, onde existiram a Igreja Mãe dos Homens e o prédio da própria Santa Casa. A sugestão é que o Benedito Marques, provedor da instituição, inclua na obra um marco histórico das velhas edificações, promova o resgate do passado.
É claro que a vida não para e o empreendimento será importante para custear o trabalho prestado pela Santa Casa, mas se não houver nenhuma referência às construções que existiram ali, estaremos violando nossa memória mais cara.
Onde hoje é o canteiro da obra do edifício-garagem, no final do século XVIII, havia a Igreja Mãe dos Homens, a Santa Casa e um pequeno cemitério. Veja as imagens históricas: (Acervo de Leonardo Vasconcelos)
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| Prédio da Santa Casa e igreja ao fundo |
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| Frontal da Igreja e Santa Casa |
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| À direita, o complexo da Igreja e hospital |
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| A praça e a Igreja e a Santa Casa ao fundo |
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| Praça do Santíssimo Salvador |
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| Vista lateral da Santa Casa, na beira rio |
A falência do sistema público de saúde e o virulento ódio aos médicos cubanos
ResponderExcluirAs duas questões que dão o título a este artigo estão intimamente relacionadas, fazendo parte integrante do mesmo bloco de interesses da classe dominante.
A primeira questão é a completa falência da saúde estatal “gratuita” destinada a atender a população mais carente, obrigada a pagar qualquer arapuca chamada de “plano de saúde” para não acabar em um corredor imundo de um hospital público.
No Brasil, a saúde da população é apenas mais um lucrativo nicho comercial de acumulação de capital para a burguesia.
E não estamos nos referindo somente à rede privada de clínicas e hospitais ou empresas de “seguro saúde”, o sistema estatal é um verdadeiro “filé mingnon” para um grande mercado de fornecimento de equipamentos e medicamentos, quase sempre superfaturados e de qualidade duvidosa.
Neste quadro de um regime capitalista neoliberal, onde o sistema de saúde (público e privado) apresenta as melhores taxas de rentabilidade financeira para investimentos (somente ficando atrás no país do mercado de ações), falar de verdadeiros valores humanos como uma medicina voltada a defesa da vida e não do lucro deve provocar o mais profundo ódio de classe de uma elite podre e reacionária.
A imagem da chegada dos médicos cubanos ao Brasil, dedicados a uma causa e a sua pátria, entra em contradição absoluta com um mundo onde tudo deve ser precificado, inclusive a vida humana, colocando em questão a mercantilização da saúde e a lógica comercial das grandes empresas do setor.
Que lamentável o descaso com a nossa bela história...
ResponderExcluirQue tristeza a irracionalidade travestida de moderno...
O DEMENS se torna hegemonico nesse animal que se fez ereto mas continua rastejante .
Novo e antigo pode e deve conviver.
Quem não preserva sua história certamente condena seu futuro.
Soube que nas obras para a construção desse Shopping várias ossadas foram encontradas. Qual foi a ordem ? "Quebra tudo." A ordem era não parar. Foram 3 pessoas que me contaram isso, e que não convivem entre si. O que reforça a veracidade do testemunho.
ResponderExcluirEm Londres, a ordem foi diferente: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2013/03/escavacao-ferroviaria-encontra-13-corpos-em-vala-comum-medieval.html
http://g1.globo.com/mundo/noticia/2013/03/obra-de-trem-em-londres-revela-vala-com-vitimas-da-peste-negra.html
Fabiano Artiles
o mais engraçado é que se falam muito em preservar a cultura, casas tombadas pelo patrimônio histórico, etc., mas ninguém fala nos direitos dos proprietários de ter a livre escolha de fazer o que quiser de um patrimônio próprio(privado).se querem preservar a cultura, é simples que o poder publico arque com os custos, pague aos proprietários para restaurar, desaproprie áreas históricas, o que não é justo é por na conta dos proprietários a obrigação de gastar recursos próprios em favos do coletivo.no centro existem inúmeras famílias que não ganham o suficiente para o próprio sustento, mas tem um patrimônio super valorizado por estar no centro, mas não acham compradores pois os imóveis são tombados pelo patrimônio histórico e ninguém quer comprar para ter problemas
ResponderExcluiruma certa vez uma vereadora recém eleita quis defender os valores culturais do tombamento de patrimônios, mas não enxergou que por tras de imóveis históricos, existem famílias que estão sendo prejudicados por herdarem prédios antigos. as autoridades são omissas e sínicas, pois muitos prédios estão com riscos reais de caírem, e o poder publico em geral não faz nada, apenas acionam judicialmente seus proprietários para preservarem historia em favor dos outros. quem disse que é justo eu gastar meu duro e suado dinheiro para reformar um prédio que não ganharei nada com ele, apenas problemas, pois não encontro comprador por estar na lista de ´´CULTURA``,e meus filhos tem que estudar, comer, ser medicados, etc., se querem cultura que paguem por ela, me pague para preservar, me desaproprie, enfim, indenize os proprietário, POIS O DITADO É CERTO, PIMENTA NS OLHOS DOS OUTROS É REFRESCO
ResponderExcluirAos insanos que não sabem o que escrevem.
ResponderExcluirA cultura, tem que ser subsidiada pelo governo, seja ele municipal, Estadual ou Federal. Ninguem aqui deseja jogar pimenta nos olhos dos outros,mmas chamando pela responsabilidade governos OMISSOS e ou IGNORANTES que não olham para a imensa riqueza cultural, no caso em voga, de nosso município.
Tem cabimento em pleno centenário de Wilson Batista, um dos maiores nomes da MPB,campista, não receber um evento à altura?
Tem lógica a maioria não saber e mesmo não ter referencias e ser preservada a residencia de um Josá Candido de Carvalho, José do Patrocínio, Nina Aroeira, Benta Pereira,etc?
É lógico termos assistido quietos a derrubada do Antigo Trianon e agora sermos coniventes com a venda do Jockey Club( felizmente na justiça e soube que reabrirá esta semana para evento!!!),Americano em nome de uma especulação imobiliária em que poucos sairão ganhando muito?
O que dizer de nossa querida Lira de Apolo?
Governo maldito que para dar empregos num coro e orquestra Municipal com gente ¨da casa¨teve que ter tido muita pressão pois queriam ong de Vitória .n
Nossa Orquestra Nosso amor,base da orquestra Municipal, vem de uma bela temporada em Portugal.
Que merda de governo esse que só pensa em interesses privados com a coisa pública?
ao insano que realmente não sabe o que escreve e le(anônimo das 17:38), pimenta sim nos olhos dos outros, pois o patrimônio ali não é seu, que se dane a cultura comparado a saúde, educação dos filhos, comida na mesa, pois QUAL O PQ DE SE GASTAR UM DINHEIRO DO BOLSO PRIVADO EM FAVOR DA SOCIEDADE SE NAO SE É RECOMPENSADO OU INDENIZADO, concordo com vc que a responsabilidade são das autoridades, já que qualquer particular não pode se obrigado a abrir mao sem ganhar nada de um bem próprio, procure saber quem são os moradores do centro da cidade que moram nesses prédios considerados históricos, qual é a renda familiar deles, e faça uma comparação com o valor do M² que moram, e se vendidos ou indenizados poderiam ou não dar uma melhor qualidade de vida a seus familiares, pense antes de falar algo que acha que conhece, sem falar do direito de fazer o que bem quiser de um patrimônio particular , doe sua casa, seus bens, é muito fácil falar
Excluiro jockey foi vendido em leilão publico, quem comprou não tem nada a ver com isso, se a justiça vendeu, é pq podia, o jockey não consta na lista de patrimônio publico, e se constasse quem deveria preservar são as autoridades competentes, não o dono(particular)que tem sua família para criar, contas a pagar, vida para viver, não tem responsabilidade com o coletivo, não pode ser prejudicado
ExcluirFalar da santa casa é fácil, falar que não preservou um patrimônio municipal, mas na hora de ajudar o hospital a pagar as contas ninguém ajuda, o poder publico em geral não faz nada, então que se dane a cultura e se valorize a saúde, o melhor para o hospital. como exemplo temos o asilo do carmo, que esta caindo em cima dos velhinhos, será que esta certo manter a cultura do prédio do asilo e deixar os velhinhos se virarem, que cultura é essa? superior a saúde? superior ao bem estar de famílias? superior aos direitos garantidos pela constituição? superior a moral se se agir correto?
ResponderExcluirpatrimônio histórico não pode ficar acima de inúmeros problemas que existem por ai
Anônimo das 19:51h, não há relação alguma entre a verba que deve ser investida em cultura e a que se destina à Saúde. São orçamentos distintos, cada qual com sua rubrica. Os governos, em tese, não têm caixa única. O dinheiro é compartimentado e não pode haver mudança na aplicação do recurso, sem autorização protocolar. Então, são duas coisas e convenhamos que um orçamento de 2 bilhões e meio é suficiente para atender a todas as demandas do Município e ainda sobra. A questão, em si, depende de vontade política. Saudações.
Excluirconcordo plenamente que são duas coisas diferentes, mas pq prejudicar pessoas que não tem nada a ver com questões politicas, que apenas são donos de patrimônios de interesse cultural, pq a pessoa seria obrigada a reformar um patrimônio que não tenha interesse só para que a cultura seja preservada, se é para o publico em geral, a obrigação são das autoridades, se as autoridades não ajudam em nada, não desapropriam, então que se venda para quem for, mas hj só se encontram compradores para empreendimentos imobiliários, no caso da santa casa ela esta construindo algo para gerar renda e dar um retorno muito maior a população do que cultura, que é a saúde,
Excluirimagine uma família humilde que mora em casas antigas do centro, não tem nem pro próprio sustento, como vao reformar? mas tem a oportunidade de vender para demolição, se o município não desapropria, a culpa não é da família, então que se venda e se derrube, a cultura é importante, mas não pode estar acima de muitos valores na vida, principalmente valores morais
abc, saudaçoes
Bem, de uma coisa eu tenho certeza: a cidade de Campos, não tem vocação para guardar a sua história. Acabaram com a Praça da Bandeira e no lugar dela ergueram o Palácio da Cultura, e que está pessimamente conservado. O Museu engatinha. Acabaram com o Parque Alberto Sampaio que era um cartão postal da cidade. O chafariz não funciona faz um tempão. O Liceu estava se acabando, mas o berro foi grande e obras estão sendo feitas recuperá-lo. O Alzira Vargas estava abandonado, e resolveram erguer em seu interior a Cidade da Criança. Derrubaram o muro original e levantaram um outro tão alto que só girafa pode ver o que tem dentro por cima dele. Alguém está levando um "cascalho" por conta dessa remodelação. Paro por aqui. Historicamente a cidade tem uma doença crônica e não há vacina que resolva.
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