segunda-feira, agosto 05, 2013

FESTA EM LOUVOR AO SANTÍSSIMO SALVADOR

(Republicado)

Há uma versão, segundo a qual, a escolha do Santíssimo Salvador para Padroeiro de Campos dos Goytacazes, foi uma vassalagem ao governador da Capitania do Rio de Janeiro, Salvador Correia de Sá e Benevides. Argumentação que não se sustenta históricamente.

Pesquisadores da nossa saga, desde a implantação do curral de bois, em Campo Limpo, sustentam outra tese. Para eles, a edificação da Capela dedicada ao Santíssimo, cumpre o que estabelece o calendário da Igreja Católica, que comemora no dia 6 de agosto, um dos maiores eventos do Cristianismo, A Transfiguração do Corpo de Jesus Cristo, no monte Tabor.

A história é contada em Mateus 17:1-8

Seis dias depois, tomou Jesus consigo a Pedro e aos irmãos Tiago e João e os levou, em particular, a um alto monte. E foi transfigurado diante deles; o seu rosto resplandecia como o sol, e as suas vestes tornaram-se brancas como a luz. E eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com ele. Então disse Pedro a Jesus: Senhor, bom é estarmos aqui; se queres, farei aqui três tendas; uma será tua, outra para Moisés, outra para Elias. Falava ele ainda, quando uma nuvem luminosa os envolveu; e eis, vindo da nuvem, uma voz que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo; a ele ouvi. Ouvindo-a os discípulos, caíram de bruços, tomados de grande medo. Aproximando-se deles, tocou- lhes Jesus, dizendo: Erguei-vos e não temais! Então, eles, levantando os olhos, a ninguém viram, senão Jesus.

O fato é que hoje, dia 6, é dia do Santíssimo Salvador. Dia de botar uma roupa nova (a roupa de festa) e ir à Praça, visitar as barraquinhas, acompanhar a prova ciclística de Patesko e no final da tarde, seguir a procissão pelo centro velho.

Eu que sou campista por opção, recorro aos primeiros versos da poesia que meu irmão, Antonio Roberto, dedicou à essa terra hospitaleira, para, de forma singela, homenageá-la:

“Não sou nascido aqui, planície amada,
Mas é como se aqui nascido fosse
Pois trago a alma impregnada
Da brisa que te beija na alvorada
E do teu cheiro refrescante e doce”.

Viva São Salvador dos Campos dos Goytacazes!

3 comentários:

  1. No ano de 2009, um movimento dito chamado pelos ciclistas, foi encabeçado por nomes que se erguiam como representantes da classe esportiva mais oprimida e injustiçada da cidade.

    Victor Montalvao, José Ornis, Victor Hugo Haddad, só para citar os mais empolgados (na época) infernizaram a organização das (poucas) provas que tínhamos, na época organizadas pela equipe de Calil, que pode ter o defeito que for, mas eram excelentes naquilo que faziam.

    Lembro-me que o sr. José Ornis, então dono de uma loja de bicicletas concorrente de Calil e pretendente candidato a vereador nas eleiçoes de 2010, fez junto aos seus pares, uma infernal perseguição que teve como palanques rádio, tv e todo tipo de mídia marrom e circense que esta cidade tem e promove a toque de orgulho próprio de seus proprietarios em nao admitir decadência de suas redes.

    Enfim, passados míseros 4 anos, temos este quadro "empolgante": denúncias de desvios de verbas à esmo por parte da administraçao dos 3 citados, provas caras e ridicularmente organizadas e uma São Salvador definhante, envergonhando a tradiçao de quase 3 geraçoes inteiras erguida e promovida por 50 anos por Patekso.

    A coroação daquele circo de 4 anos atrás é vista hoje: José Ornis, ao que se diz por aí, nem é dono mais da loja que tinha - depois de tomar uma sova nas urnas com míseros 482 votos; Victor Montalvão, "a voz dos ciclistas" na mídia, sequer estava na cidade no dia da corrida que tanto queria tirar das maos de quem, ao menos, fazia jus à importância nacional e internacional que a prova atingiu no final dos anos 2000; e a patética categoria Elite com inacreditáveis 16 (dezesseis) inscritos!!!

    Parabéns àqueles que promoveram o circo de horrores, alimentado pela ganância e arrogância de pseudo-líderes de interesses suspeitos; Parabéns por terem nos presenteado com a vergonha da decadência do esporte que só crescia em nossa região; parabéns por dar àqueles que os apoiavam sem questionar aquilo que mereciam: o castigo de serem os pais do filho feio que se tornou o dia mais importante do ciclismo no Estado do Rio de Janeiro.

    Nao se espantem se, em 2014, a prova saia (pela porta dos fundos) do calendário nacional. Sem um número mínimo de inscritos, a Confederaçao jamais renovará a chancela, piorando mais ainda o numero de participantes.

    Enquanto isso, no Morro do Rato, longe do âmbito urbano e da maioria da população, uma prova organizada por uma terceira via (sem menção alguma ao jornal on line, trata-se de um organizador fora do grupo de Calil e do Clube 2 Rodas) , trouxe mais de 300 *trezentos* atletas, alguns vindos do CEARÁ.

    Nao me venham com "faltou apoio" ou "faltou pessoal". Pelo que sei, o Rodrigo, deste evento do morro do Rato, agiliza tudo sozinho e deu banho em muita gente que se gabava por aí. FALTOU mesmo foi BOA VONTADE.

    Que se faça 1 min de silêncio no proximo ano, ou que se deixem as bandeiras da prefeitura à meio pau, em luto oficial pela morte do ciclismo campista.

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  2. Olhe só que interessante: depois de mandar o video para você e para o youtube, recebi uma notificação do google dizendo que tenho que me identificar sob pena de ter minha conta suspensa.
    Interessante e estranho, não acha? Uso o email há mais de ano.
    Abraçasso.

    Pierrô Lunático, por enquanto.

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  3. Professor, obrigado pela oportunidade de desabafar sobre nossa querida Prova Ciclistica de São Salvador. Infelizmente, preciso me manter anônimo apesar da imensa vontade de erguer de proprio punho a bandeira contra os que nos prejudicaram.

    Se hoje vemos a Espanha com destaque em inumeros esportes, isso deve-se ao legado da Olimpiada de 92, em Barcelona, que estruturou o país e incentivou a prática de varios esportes, despontando inumeros campeões em varias geraçoes seguintes.

    Se hoje temos o atual campeão brasileiro de ciclismo/estrada, o Fabielle Mota, de São Francisco, isso nao aconteceu do nada; foi fruto da persistencia de Patesko e seu sucessor que, mesmo com poucas provas, semearam e cultivaram o esporte em nossos corações.

    Já a decadência oriunda da patética administraçao do "Clube 2 Rodas" e seus "diretores" se já é vista tão cedo, imagine os "frutos", quantos "fabielles" demorarão a reaparecer com tamanha dispersao do esporte?

    Rezemos!

    E obrigado pela vez e pela "voz".

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