Audiência Meninas de Guarus foi realizada nesta segunda (17) no Fórum em Campos (Foto: Arquivo)
Teve início na manhã desta segunda-feira (17) e continua amanhã (18), no Fórum Maria Tereza Gusmão, em Campos, as primeiras audiências de instrução e julgamento do caso que ficou conhecido como “Meninas de Guarus”, ocorrido em 2009, cujo processo investiga práticas de prostituição infantil, homicídio, extorsão e tráfico de drogas tendo, inclusive, supostas participações de políticos, médicos, empresários e policiais militares.
Nesta segunda (17), a juíza Daniela Barbosa Assumpção de Souza, da Vara de Execuções Penais do Rio de Janeiro, deu andamento ao processo, após 17 colegas se declararem suspeitos para julgar a ação.
Mais de 40 testemunhas de defesa, entre médicos, políticos, jornalistas, PMs e advogados foram convocadas para as primeiras audiências. Os advogados dos réus também acompanharam seus clientes nesse primeiro dia.
Entenda o caso – O caso começou a ser investigado em maio de 2009, após a fuga de uma adolescente de 13 anos de um suposto cativeiro de prostituição infantil, no bairro de Custodópolis, em Guarus. Acompanhada do Conselho Tutelar, a menor se dirigiu à 146ª Delegacia Legal em Guarus e narrou o fato.
Entenda o caso – O caso começou a ser investigado em maio de 2009, após a fuga de uma adolescente de 13 anos de um suposto cativeiro de prostituição infantil, no bairro de Custodópolis, em Guarus. Acompanhada do Conselho Tutelar, a menor se dirigiu à 146ª Delegacia Legal em Guarus e narrou o fato.
O delegado titular da 146ª DL à época, Geraldo Rangel, chegou a montar uma operação, encontrando no local um homem, além de mulheres e menores.
O inquérito policial foi entregue no Ministério Público (MP) em outubro de 2009, onde Leilson Rocha da Silva, Fabrício Trindade Calil e Thiago Machado Calil são acusados de “cooptar” jovens e os levar para a casa, em Custodópolis, que seria vigiada pelo PM Ronaldo de Souza Santos.
A denúncia aponta Leilson como o chefe da quadrilha e o responsável por levar, em seu Gol preto, os garotos e garotas para os locais desejados pelos clientes e lá, realizarem práticas sexuais. Os serviços eram anunciados em um jornal da cidade, onde cada programa custava entre R$ 80 e R$ 300 e por eles, os jovens recebiam drogas e comida.
Proprietários e funcionários de hotéis e motéis também são acusados de participação esquema.
Prisões – No dia das prisões, em outubro de 2014, quando foram cumpridos cinco dos seis mandados de prisão preventiva expedidos pelo juiz titular da comarca de São João da Barra (SJB), Leonardo Cajueiro, foi determinada ainda a interdição de seis motéis na cidade.
Os quatro presos acusados de envolvimento no caso, tiveram as prisões preventivas revogadas. O ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de Campos, Nelson Nahim, preso no mesmo dia, foi o primeiro a conseguir a liberdade, graças a um habeas corpus concedido pela desembargadora Rosa Helena Penna Guita, da 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
A revogação das outras prisões foi decretada pelo juiz Rodrigo Rocha de Jesus, da comarca de Itaocara. Além dos cinco, outras 15 pessoas foram denunciadas pelo MP no processo. Os acusados que tiveram as prisões revogadas foram: Sérgio Crespo Júnior, Fabrício Calil, Leilson Rocha da Silva e o policial reformado Ronaldo de Souza Santos. Thiago Calil estaria foragido.
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