quinta-feira, dezembro 04, 2014

NOSSA CRISE E NOSSO MEDO



A crise aguda que Campos vive é uma fratura exposta diante de nós.

A prefeitura deve a convênios, repasses a instituições diversas, a servidores sob regime de contrato, que, aliás, foram demitidos; RPAs; terceirizados, implementa um plano de extinção de secretarias e do DAS 7; aluguéis de imóveis; contas de luz e telefone; suspendeu pequenos programas culturais e dá sinais insuspeitos de falência financeira.

Ora, direis, tudo isso é para enfrentar o grande deserto que virá. A grande e providencial crise. Não, não é verdade, todas as medidas visam recuperar o que já foi gasto, ou perdido, sabe-se lá para quê.

Tome-se, como exemplo, a situação do PreviCampos, o instituto de pensão dos servidores municipais. Desde maio último, a administração de plantão comete o grave crime de apropriação indébita, ao recolher e não repassar a contribuição do funcionalismo. Onde está esse dinheiro? A Câmara não quer saber e o governo aga e anda, solenemente, para a inquietação de servidores preocupados com o que lhes espera.

O mais estapafúrdio nessa ópera bufa é que esse caos está posto no município que detêm o quinto maior orçamento municipal do país. Uma montanha de dinheiro de 2 e meio bilhões de reais. É muito dinheiro, é dinheiro demais. É tanto dinheiro que, eventuais erros cometidos, nem aparecem. Mas fortuna nenhuma resiste a gatunagem profissional.

Como se já não bastasse o relatório de mazelas exibidas, sem cerimônia, pela administração, a prefeita ainda negocia uma antecipação de receitas, com a venda das participações especiais dos royalties do petróleo, com o banco do Brasil. Em boa hora, embargada pela Justiça.

É grave a crise, é uma crise sem precedentes na história contemporânea de Campos.

O que causa espécie não é a soberba do Poder olímpico; que a Câmara se afirme omissa, convenientemente; que os demais órgãos de defesa do interesse coletivo não se sintam, suficientemente, provocados, o que causa perplexidade é o estado letárgico da sociedade.

Das duas, uma: ou é medo, ou é medo. Valha-nos Deus.

9 comentários:

  1. com a palavra o controlador suledil.
    jorge araujo - aposentado

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  2. E o credito consignado? A prefeitura não paga ao banco o dinheiro descontado em folha .Recebe do servidor e não paga ao banco.Apropriação indébita.Tem muitos servidores com nome no serasa.

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  3. E o credito consignado? A prefeitura não paga ao banco o dinheiro descontado em folha .Recebe do servidor e não paga ao banco.Apropriação indébita.Tem muitos servidores com nome no serasa.

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  4. acabou o café no estoque. FALA SULEDIL!!!!!

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  5. Fala Suledil?
    Fala os poderes fiscalizadoras e punitivos.
    Fala MP por meio dos Direitos Difusos.
    Fala PF.
    Fala OAB e toda Sociedade Civil Organizada!

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  6. Gostaria que você, e outros blogs que tem conhecimento nos informa: 1-Porque as autoridades competentes não tomam as providências cabíveis; 2-A quem compete?; Já que a maioria da câmara de vereadores é conivente; 3-A população está sendo prejudicada em todos seguimentos (saúde, educação, transporte etc);Funcionários com três meses sem receber, como manter as famílias?
    .Alguma coisa tem que ser feita, concorda?

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  7. tem muito DAS que não faz nada, não trabalha, não atende ao povo, não trabalha em campanha eleitoral, não faz nada, as secretarias do jardim carioca são exemplos disso, todas as duas,

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  8. Fudeu...É só o que sei...e agora é. #cochoPequenoMordidaNaCara#

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  9. Fudeu...simples assim. #cochoPequenoMordidaNaCara##eSalve- se quem puder##putoDaVida

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