Ato público pela vida pede medidas efetivas de segurança em Campos
Marcelo Esqueff
Foram colocadas 160 cruzes, simbolizando as mortes ocorridas este ano
Dando sequência ao ato público do Movimento pela Vida, iniciado na manhã desta segunda-feira (17/11), na Praça do Santíssimo Salvador, a mobilização foi encerrada por volta 17h com a população clamando por medidas mais efetivas de segurança na cidade que já contabiliza 176 homicídios.
Salvania Ribeiro mãe do jovem Deison Wallace da Hora, de 18 anos, que foi morto em uma tentativa de assalto em frente no ponto de ônibus em frente ao Instituto Federal Fluminense (IFF) desabafou. “Não temos condições de viver em paz, não existe o direito de ir e vir. Não temos condições de viver em uma cidade que o estado não da segurança para a população isto é principio básico”, desabafou Salvania acrescentando que:
Quando vi no noticiário o falecimento da menina logo lembrei do meu filho, que estava saindo do instituto para ir em um retiro da igreja”.
A menina a quem Salvania se refere é Elieni da Silva Carvalho, de 23 anos, assassinada com dois tiros, também em frente a um ponto de ônibus, sendo desta fez no Parque Rodoviário, crime este que chamou a atenção do petroleiro Mário Marcio Peixoto, de 35 anos, que ficou sabendo do ocorrido através das redes sociais.
Para a manifestação foram colocadas 160 cruzes na Praça do Santíssimo Salvador pela manhã que chamou a atenção de quem passava pelo local. A ideia era que cada cruz representasse uma vida perdida pela violência.
O pedreiro Eucimar Ramos estava na praça durante a colocação das cruzes e disse que "falta segurança na cidade e precisamos de mudanças nas leis", e ainda acrescentou que presta bastante atenção sempre que chega em algum lugar, pois os criminosos estão agindo em qualquer local.
Na parte da tarde, uma pomba foi solta no final do ato para simbolizar a paz e uma oração foi feita como forma de homenagear os mortos deste ano na cidade.
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