Os restos mortais do craque Mané Garrincha foram
exumados do cemitério onde estavam enterrados, e agora ninguém sabe onde estão.
Essa confusão foi descoberta pela filha do jogador, que pretendia fazer uma
homenagem ao pai no túmulo, e revelada nesta quarta-feira (31) pelo jornal "Extra".
O corpo de Garrincha, que morreu em
janeiro de 1983, foi enterrado no cemitério de Raiz da Serra, em Magé, Região
Metropolitana do Rio. O túmulo do craque já mostra um erro, pois a data da
morte que consta na lápide é 1985.
Ao jornal, uma funcionária do
cemitério disse que o corpo foi exumado e levado para uma gaveta, mas não há documento
que comprove essa informação.
A filha do jogador, Rosângela,
conversou com o RJTV na manhã desta quarta e disse que o corpo do pai foi
retirado do jazigo da família porque outro familiar precisou ser enterrado lá.
Segundo ela, nenhuma das filhas participou da exumação nem tem qualquer
documento que comprove que o corpo foi retirado do túmulo.
Ainda de acordo com a reportagem do
Extra, o atual prefeito de Magé, Rafael Tubarão, queria homenagear Garrincha,
que completaria 84 anos em outubro. Tubarão procurou saber o local exato do
sepultamento e recebeu um relatório da Secretaria de Ação Social do município,
informando sobre a exumação.
A equipe do RJ TV que esteve no
cemitério de Raiz da Serra nesta quarta encontrou um cenário de muita desordem
e desrespeito com a memória de quem foi enterrado ali. Há túmulos mal
conservados, ossadas à mostra, entulho espalhado e restos mortais exumados de
outros jazigos acondicionados em sacos plásticos, sem qualquer informação.
O prefeito afirmou que está
reformando todos os cemitérios de Magé e que o de Raiz da Serra é um dos
próximos a passar por melhorias.
Prestes a completar setenta anos, o Hospital Psiquiátrico Espírita Dr. João Viana pode estar com os dias contados. As dívidas são muitas e a diretoria não vê solução. Seus trabalhos iniciaram na década de 50 como um abrigo para atendimentos aos casos de loucura. Os espíritas se revezavam nos cuidados diretos àqueles que eram recolhidos das cadeias públicas. O tempo passou, as modificações se fizeram necessárias e então o abrigo foi sendo transformado em um hospital com atendimento humano, mas também especializado e organizado. A instituição tem lutado para cumprir a missão e, se encerrar, deixar um legado de amor ao próximo. O Hospital Psiquiátrico atende Campos e mais nove municípios vizinhos.
O hospital oferece também a Rádio Esperança, onde todas as quintas- feiras, os assistidos participam de programas de calouros, fazendo com que eles trabalhem a mente. “Acompanhamos os pacientes que ficam internados. Tentamos fazer com que a família entenda que a presença deles é importante e todo este tratamento é necessário para dar continuidade fora do hospital. Na verdade, a grande barreira que encontramos é não possuirmos leitos nos hospitais gerais, para conseguirmos fazer a internação desses pacientes. Nenhum hospital geral aceita, pelo estigma que será agressivo e trabalhoso. Estamos trabalhando isso de forma gradativa. Almejamos é que a rede de saúde mental seja realmente ampliada e que as pessoas entendam o trabalho fora do hospital, feito fora daqui com assistência dos Caps e ambulatórios e principalmente com a ajuda da família”, informa a psicóloga, Lívia Freire Aragão.









